Mapeamento Digital facilita crescimento econômico da Zona Oeste

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A Zona Oeste já conta com uma importante ferramenta para ajudar no seu planejamento urbano, a fim de evitar que o crescimento da região se dê de forma desordenada. Trata-se do Sistema de Informação Geográfica (SIG), desenvolvido com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, ligada à Secretaria de Ciência e Tecnologia. O projeto, coordenado pelo engenheiro cartográfico Gilberto Pessanha Ribeiro, permite que seja feito um mapeamento digital da área, que se encontra em plena expansão comercial e populacional.

 

Bairros como Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz vêm crescendo muito em função de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e da expansão das atividades do Porto de Sepetiba, da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e da Casa da Moeda, por exemplo. Esses bairros, no entanto, não contavam com dados cartográficos específicos e atualizados, necessários para se conduzir um planejamento que impeça problemas decorrentes de sua expansão, como o surgimento de favelas, aumento da violência, degradação ambiental e ocupação de morros e encostas.

 

– Diante dos empreendimentos já em desenvolvimento e outros em fase de instalação, era necessário um mapeamento mais detalhado da região para planejar a expansão urbana e avaliar aspectos da infraestrutura local – avalia o pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), contemplado no edital de Apoio ao Desenvolvimento da Tecnologia da Informação no Estado do Rio de Janeiro.

 

O mapeamento é feito por meio de imagens de satélites de alta resolução e fotografias aéreas. Com o sistema, já é possível produzir diversos tipos de mapas, nos quais seja possível, por exemplo, identificar as áreas de preservação ambiental ou aquelas degradadas ilegalmente; que mostrem também diferentes fluxos industriais, como escoamento de produção e a utilização de vias pelo transporte público; ou ainda detectem processos urbanos, como geração de empregos e assentamentos habitacionais.

 

– Esses dados podem ser consultados por uma empresa para orientar investimentos em uma nova filial, ou ajudar a prefeitura a decidir o local para a eventual construção de um hospital – explicou Gilberto.

 

O SIG associa dados socioeconômicos da Zona Oeste do Rio de Janeiro, disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), com imagens em alta resolução da região, produzidas pela Globalgeo Geotecnologias, empresa especializada na geração de produtos nas áreas de geoprocessamento e geomática. As imagens, explica o pesquisador, são corrigidas digitalmente, pelo método conhecido como ortorretificação, a fim de que não apresentem deformações causadas pela perspectiva, pela altitude ou pela velocidade com que se move a câmera.

 

– Essa metodologia é importante porque permite realizar medições exatas, trabalhando com as imagens em escala maior, no computador – ressalta Gilberto.

 

Os bairros da Zona Oeste estão entre os dez da capital fluminense que mais se valorizaram em decorrência das obras e investimentos realizados para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Junto com a valorização, a região está se tornando um novo polo industrial e de geração de empregos.

 

Os mapas podem ser acessados no site http://globalgeosig.com.br/tizo/ e já estão sendo empregados pelo IPP, pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Os dois últimos o tem utilizado para direcionar empresas a se instalarem na Zona Oeste, como o laboratório de diagnóstico Sergio Franco e o hotel Ibis.

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