Fazenda do Viegas marca a Cultura Negra na Zona Oeste

A Zona Oeste do Rio guarda tesouros históricos, que foram protegidos, mas necessitam de atenção do poder público. Um deles é a Fazenda do Viegas, em Senador Camará, tombada pelo Iphan em 1938. Construída em 1725 para ser a sede de uma fazenda de cana-de-açúcar, tornou-se pioneira no cultivo do café em todo o Estado do Rio. Toda a produção era feita por escravos. A casa rural tem ampla varanda com colunas toscanas de alvenaria, além de uma capela. Vários instrumentos de tortura que serviam para punir os negros continuam instalados no local.  Consta que D. Pedro II se hospedou lá em suas andanças pela região. Em 1996, a prefeitura do Rio implantou ali o Parque Municipal do Viegas, com acesso pela Rua Marmiari 221. Mas o leitor Ivo Korytowski, autor de um guia sobre o Rio e um apaixonado pelos sítios históricos da cidade, foi lá e descobriu que o local está sujo, mal conservado e pichado. Aliás, há anos os moradores reclamam do abandono. O bosque no entorno, que justificou a criação do parque, é impossível ser aproveitado: o clima de insegurança com a favelização da área assusta os frequentadores. A prefeitura bem que poderia retomar a conservação da área e fazer dela mais uma joia carioca.

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