Entrevista Diego Soares

Diego Soares começou a sua carreira, de jogador de futebol de campo, na forte base do Madureira Esporte Clube que já revelou grandes jogadores para o cenário nacional, tendo como destaques Evaristo de Macedo, Iranildo, Isaías, Lelé, Marcelinho Carioca, Léo Lima, Souza, Jair Pereira, André Lima, Maicon e Muriqui. Passou também pela base do Juventude e do Fluminense, mas o seu início se deu no futsal do Bangu Atlético Clube.

Como acontece com tantos outros grandes jogadores ao se destacar no campeonato carioca de futsal, Diego logo foi convencido a passar a jogar no campo. Antes de fazer essa transição, Diego se aventurou durante um ano no futsal espanhol, jogando a segunda divisão da liga espanhola pelo Nazareno FS.

O jogador viveu grandes e inusitadas experiências na Espanha, que o fizeram amadurecer como pessoa e como atleta. Voltando ao Brasil, mais maduro, Diego fez a transição definitiva para o campo, jogando no CAC de Santa Catarina e depois rodando por outros clubes do futebol brasileiro como Castelo Branco, Rubro SC, São Cristóvão e Espigão – RO.

Folha da Terra: Diego, conte-nos sobre o seu início no futebol, lá atrás no futsal do Bangu?

 Diego Soares: O meu inicio aconteceu porque, quando criança, eu queria praticar algum esporte. Como achavam que eu jogava bem o futebol, logo convenceram meus pais de me colocarem na escolinha de futsal do Bangu Atlético Clube.

Folha da Terra: Quais eram seus sonhos naquela época?

Diego Soares: Era de virar um jogador profissional de futebol.

Folha da Terra: Na sua carreira de atleta no futsal, você chegou a jogar com algum jogador que hoje se destaca no mundo do futebol?

Diego Soares: Sim, André Lima (Beijing Guoan), Maicon (São Paulo), Boiadeiro (Guarani), Peter (Figueirense) e Alanzinho (Trabzonspor).

Folha da Terra: Qual foi o seu melhor momento durante a sua carreira de atleta no futsal? Qual o melhor time que você jogou?

 Diego Soares: O meu melhor momento foi quando eu fui campeão carioca em 1996 pelo Madureira. O melhor time em que eu joguei foi este mesmo time, campeão de 1996 do carioca de futsal.

Folha da Terra: Conte-nos sobre a sua experiência no futsal espanhol?

Diego Soares: Foi uma experiência particularmente muito boa, apesar de eu ser muito novo na época, eu amadureci muito, aprendi um outro idioma, tive acesso a uma cultura diferente e pude ter um bom retorno financeiro.

Folha da Terra: Viveu algum caso curioso durante esta experiência?

Diego Soares: Vivi sim, teve uma vez que fizemos um jogo no Marrocos e o avião quase caiu, deixando todo o elenco do time apavorado, pensávamos que iríamos morrer (risos).

Folha da Terra: Como foi a transição do futsal para o campo?

 Diego Soares: Neste mesmo ano de 1996 quando eu fui campeão pelo Madureira o diretor de futsal a época Sérgio Empadão me mandou direto para o campo. No começo acostumado somente a jogar no futsal, senti uma diferença sim, mas tendo passado pouco tempo, eu logo me acostumei.

Folha da Terra: Qual foi o primeiro time de campo que você jogou?

Diego Soares: Foi o Madureira Esporte Clube.

Folha da Terra: Qual foi o seu melhor momento como jogador de futebol?

 Diego Soares: Foi agora no ano de 2012, quando o Espigão foi finalista do campeonato da primeira divisão de Rondônia.

Folha da Terra: Qual foi o time ou torcida que mais te marcou durante a sua carreira?

 Diego Soares: O time e a torcida do Nazareno FS.

Folha da Terra: Com qual jogador que você jogou junto, que mais te influenciou e inspirou?

Diego Soares: O jogador que mais me inspirou foi o Maicon que hoje é meia do São Paulo e o Ibson, meia do Flamengo

Folha da Terra: Qual foi o treinador que mais te ensinou?

 Diego Soares: Foi o Cleimar Rocha, que atualmente é técnico do Bangu. Treinei com ele no Madureira durante cinco anos da minha vida.

Folha da Terra: Fale-nos da sua última experiência no futebol?

 Diego Soares: A minha última experiência foi no Espigão de Rondônia e foi bastante boa, pois lá era uma cidade pequena com aproximadamente 40 mil habitantes e os moradores da cidade respiravam o clube, todo jogo, tanto dentro quanto fora de casa, era casa cheia, com presença maciça de nossa torcida.

espigao 2

Folha da Terra: O que você acha do momento atual do futebol da Zona Oeste?

Diego Soares: Acho que o atual momento do futebol da Zona Oeste está deixando muito a desejar, pelos talentos que aqui temos e pelos clubes tradicionais que aqui temos também. São mal estruturados tanto na parte financeira,quanto na parte da infraestrutura mesmo.

Folha da Terra: Quais são seus planos futuros?

Diego Soares: Meus planos futuros são de me curar de uma lesão séria que tive em meados do ano passado, lesão na parte posterior da coxa direita grau 2, que me afastou dos gramados por 7 meses e me fez perder algumas propostas. Tenho recebido algumas propostas que não se concretizaram por divergências financeiras na hora do contrato.

Folha da Terra: Vê algum destaque surgindo no nosso cenário?

 Diego Soares: Vejo com bons olhos o Hugo atacante, que joga no Bangu e tem feito um bom campeonato carioca até o momento.

Folha da Terra: Durante esse tempo como atleta você fez amizade no mundo do futebol?

Diego Soares: Poucas, mas fiz sim, até porque o mundo do futebol é um mundo de trairagem, um mundo de pessoas sujas. Um dos grandes amigos que fiz e que tenho contato direto, inclusive somos compadres hoje em dia, é o Maicon do São Paulo. E tenho grande amizade com o Robinho (ex-jogador do Remo, Friburguense, Querétaro ,entre outros).

fots espigão do oeste

Foto: Arquivo pessoal do jogador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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