Alberto Chaves

entrevista alberto chaves 2

O empresário Santa-cruzense e presidente da Associação Comercial de Santa Cruz – Acisc – Alberto Chaves, aprova sua experiência à frente da entidade. Justifica dizendo que tem o reconhecimento da sociedade local e do prefeito da cidade que dispensa atenção especial as demandas do bairro e diz: as autoridades públicas local reconhecem essa harmonia e isso tem facilitado à realização de intervenções prioritárias e urgentes.

FT – O assunto da moda em Santa Cruz é o Sistema BRT, qual a opinião geral?

O sistema é bastante interessante, o comerciante terá muito a ganhar com ele após sua consolidação. A expansão do comércio, provocada pelo novo desenho do trânsito e itinerários do transporte coletivo, vai agregar valores e redefinir preços, qualidade e estilos. Entretanto, a população local já está usufruindo do conforto e dos trinta minutos que ganha no seu dia, além de uma cidade timidamente mais limpa, menos tumultuada e já com alguma ordem.

FT – Como está o seu mandato?

Avalio como bom. Relaciono-me muito bem com a sociedade organizada, órgãos públicos e principalmente com o prefeito, que tem dado atenção especial para nossas demandas. Consequentemente, as autoridades públicas local também me atendem na recuperação de grande parte da iluminação pública e na recuperação dos mobiliários urbanos. Por isso recebo cumprimentos e elogios da sociedade local.

FT – Que legado seu mandato deixará?

Santa Cruz tem um problema crônico que ainda não foi discutido com profundidade e ele fez parte das demandas apresentadas à prefeitura no almoço oferecido a Eduardo Paes no final do ano passado. Os quase 500 imóveis tombados, tutelados e preservados no centro comercial de Santa Cruz, que inibe o desenvolvimento econômico local, vão ser discutidos em audiências públicas realizadas aqui. Em maio passado fomos recebidos pelo prefeito no Palácio da Cidade. Eu, Nanci Reis, Lucas Tofani, Carlos Parente e José Joaquim Jacques, e ele comprometeu-se em discutir com nossa sociedade essas questões. Esse é o legado que pretendo deixar.

FT – O que está acontecendo errado?

Também tenho problemas, frustrações. A CSA – Companhia Siderúrgica do Atlântico -, criou uma expectativa de oportunidades para a nossa população que não está se concretizando. A mão de obra desqualificada ainda consegue algumas vagas lá, mas os cargos mais qualificados são preenchidos com gente de fora, salvo raras exceções. Quanto aos problemas criados por ela ao meio ambiente, foi determinado pela Secretaria de Estado do Ambiente, como contrapartidas ambientais, a realização de diversas ações em prol da comunidade local que estão sendo mal dirigidas. As ações são praticadas na vizinha da fábrica quando deveriam focar a grande Santa Cruz. Isso, inclusive, impede uma avaliação da eficácia delas. A frustração fica por conta do afastamento de alguns sócios fundadores da Acisc.

FT – Alberto, conclua a entrevista:

Quero destacar o entusiasmo do empresariado que continua em alta e acreditando na Acisc; o poder de análise dele quando vê a transformação da Base Aérea de Santa Cruz em Aeroporto civil como uma proposta futurística, que pode acontecer se houver apoio político e recursos financeiros abundantes para suportar o grande investimento a ser feito na reconstrução do seu entorno, muito povoado.

Finalmente, lembro que já vivemos a realidade de maio de 2013 quando realizaremos a festa de 40 anos da Acisc resgatando a trajetória de alguns sócios fundadores.

{flike}

Comentários

comentários

Deixe um Comentário