Operação Compadre flagra policiais civis recebendo propina em Bangu

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Agentes da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Segurança, da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar deflagraram, na terça-feira (29/04), a Operação Compadre. O objetivo é cumprir 78 mandados de busca e apreensão e 78 mandados de prisão. Destes, 53 foram expedidos contra policiais militares, sete contra policiais civis e 18 contra civis (não policiais).

A partir das investigações da SSINTE e da Corregedoria da Polícia Militar, que duraram seis meses, foi constatado o envolvimento de policiais civis e militares na cobrança de propina de comerciantes que trabalham em feiras de Bangu e Honório Gurgel, além dos pontos de mototaxis da região abrangida pelo 14º BPM (Bangu). Os mandados de prisão expedidos contra policiais civis foram cumpridos por agentes da Corregedoria da Polícia Civil (Coinpol). Até o final da tarde desta terça-feira, seis policiais civis e um prestador de serviço que trabalhava como síndico na 34ª DP foram presos. Um policial ainda está foragido.

As investigações tiveram início após denúncia de cobrança de quantias em dinheiro de comerciantes e camelôs em três feiras. Feirantes e comerciantes com mercadoria ilícita (‘piratas’ ou produtos de roubo) eram obrigados a pagar à quadrilha para não serem incomodados. Vendedores de mercadoria lícita, porém sem autorização da Prefeitura, também pagavam, porém valor inferior.

Em flagrantes feitos pelas equipes de Inteligência da Secretaria de Segurança foi detectado ainda que um homem, que se passava por policial civil, e policiais militares repartiam o dinheiro recolhido com duas viaturas que costumavam parar sistematicamente para recolher a propina. Passou-se então a se investigar um esquema de corrupção envolvendo policiais do 14º BPM (Bangu), da 34ª DP (Bangu) e da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou que os policiais presos nesta terça-feira, durante a Operação Compadre, deverão ser expulsos das suas corporações. Eles são acusados de extorquir comerciantes. “Diante do conjunto fortíssimo de provas, não há outro caminho a não ser demissão dos servidores”, explicou.

O Subchefe Administrativo da Polícia Civil, delegado Sergio Caldas, que responde interinamente pela Chefia de Polícia, afirmou que o recado da delegada Martha Rocha desde que assumiu o cargo é bem claro. “A cobrança é de seriedade, compromisso e resultados. A tropa precisa entender que não há espaço para desvios e que a punição é certa”, afirmou. A corregedora da Polícia Civil, delegada Marcia Pitta, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Erir da Costa Filho, e promotores de Justiça do Ministério Público também participaram.

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