Vereador Willian Coelho defende professores e escolas de Sepetiba

O vereador Willian Coelho tomou conhecimento e discursou no plenário da Câmara a favor da carta enviada por professores do CIEP Ministro Marcos Freire (10.19.201, em Sepetiba, à Secretaria Municipal de Educação, em 22 de julho de 2011, onde demonstram insatisfação pela falta de atenção com a comunidade e a escola).

Os motivos dos professores foram: o anexo de madeira construído no pátio, em 2009, para abrigar 8 salas de aula, de instalações precárias, á pedido foi derrubado com promessa de construção de uma nova escola de segundo segmento que até hoje não foi cumprida; as turmas foram dividas em três turnos provisoriamente e mais tarde vários alunos, alguns arbitrariamente, foram retirados de sala de aula, sendo eliminados por funcionários do nível central e da 10ª Cre, causando constrangimento tanto para os estudantes quanto para os professores.

““ Essas ações configuraram posturas autoritárias que não queremos de volta ao País, muito menos vê-Ias acontecendo em uma Unidade Educacional, na nossa escola, em nossas salas, em nossa presença”, reclamaram os professores, e acrescentaram: “ Não nos referimos simplesmente aos faltosos mas, sim, aos alunos que por alguma situação, estavam praticamente impedidos de ir ao colégio. Não lhes foi dada qualquer chance. Foram considerados NÚMEROS RISCADOS DE UM DIÁRIO. NÃO CRIANÇAS, JOVENS, PESSOAS, CIDADÃOS”, concluíram.

Os professores lembraram ainda, que nos últimos dez anos, o bairro de Sepetiba e adjacências teve multiplicado o número de habitantes sem que fossem construídas novas escolas de segundo segmento, ao contrário, muitos estudantes de outras localidades mais distantes foram encaminhados ao Ciep Ministro Marcos Freire, desrespeitando a Lei 11.700, de 13 de junho de 2008, que modificou a LDB em seu artigo quarto. Eles afirmaram que a escola desde os anos 90 vem sistematicamente sofrendo por redução dos espaços educativos; aumento progressivo do quadro discente; falta e redução de pessoal de apoio, especialmente agente educativo; disseram que a escola conta, com pouquíssimos profissionais readaptados que auxiliam, com toda boa vontade, a função, mas que trabalham com muita dificuldade. Apontaram que segurança é precária. “Não existe porteiro para controlar o fluxo de entrada e saída da escola”, denunciaram.

A superlotação e a falta de profissionais especializados sobrecarregam o corpo de profissionais de Educação como um todo, diminuindo sensivelmente a qualidade final do trabalho. O excesso de alunos nos turnos, nesse momento, afeta diretamente as possibilidades de aprendizagem. É por isso que lembramos vivamente que deve ser respeitada a Resolução citada. “Nós, profissionais da Educação, temos o dever e não nos furtaremos a um posicionamento contrário a qualquer proposta de desrespeito à legislação vigente, mesmo que provisoriamente”, concluíram.

Desta forma, os profissionais de educação pediram apenas que tal modificação fosse executada no início do ano letivo, informando aos responsáveis sobre a situação, para que eles possam se adequar a esta nova realidade de horário. Eles esperam uma resolução coerente e compatível com a filosofia de valorização da Educação proposta pela SME.”.

O vereador Wilian Coelho tomou conhecimento dos fatos e surpreso, discursou na tribuna da Câmara dos Vereadores adiantando que a situação continua a mesma e nada tem sido feito para corrigir o problema que até hoje perdura e agrava.

“Eu estive na escola Municipal Nair da Fonseca. Essa escola tinha oito salas funcionando e cinco foram retiradas, com a promessa de que seria construída no local uma quadra poliesportiva e que a verba já havia sido disponibilizada pelo governo federal. Enfim, quebraram as salas e até hoje nada foi feito. A escola continua funcionando em três turnos, o que é um absurdo. O primeiro turno de 7h as 10h30m, o segundo de 10h30m as 14h e o terceiro de 14h as 17h30m. Como uma criança vai aprender em apenas duas horas e meia, três horas de aula? É impossível! Muitas vezes no horário normal é difícil. Diante de todos esses fatos, os professores ainda são cobrados a aumentar o índice de aproveitamento. Ai eu pergunto: como? como fazer isso? “, desabafou o parlamentar. E continuou:

“Visitei também a escola Municipal Felipe Camarão”. Essa é uma escola que o Vereador Tio Carlos também tem noção do tamanho do problema. O que acontece com essa escola? Iniciaram as obras, a escola foi parcialmente demolida e, após três meses, a obra paralisou. Paralisou com a desculpa de que a verba que foi disponibilizada pra construção da mesma não era suficiente para o projeto que foi aprovado. Então eu pergunto: como é que se aprova um projeto se a verba que está disponibilizada não é suficiente para tal? Enfim, há dois anos que a escola vem nessa luta e até agora os diretores, os professores, ninguém teve nenhum tipo de resposta sobre quando vai começar a obra, quando não vai começar. Derrubaram quatro salas de madeira, duas de alvenaria que foram construídas, importante ressaltar isso Vereador, pela comunidade. O projeto foi montado, como foi dito, em cima do mesmo, feito pelo governo anterior. Então não foi feito nenhum tipo de análise porque as coisas mudam. E hoje os alunos continuam estudando, também nesta escola. Tem a Nair da Fonseca e a Escola Felipe Camarão em três turnos, dividem as salas de aula com a escola municipal Deputado Ulisses Guimarães que já tem em torno de dois mil alunos. Já estão ali dividindo porque não havia mais condições de permanecerem na escola Felipe Camarão. Têm 15 minutos para merendar. Enfim, hoje essa é a situação em que se encontram as escolas de Sepetiba, concluiu.

No início do ano – peço mais dois minutos, Sr. Presidente – foi apresentado aqui por nosso secretário um projeto de governo, através do qual vão construir-se mais duzentas e setenta e sete entre escolas e creches. Não tenho dúvidas de que isso vai acontecer. Não tenho dúvidas de que o prefeito vai cumprir com tudo o que nos foi apresentado nesta Casa. Mas hoje o que quero aqui é pedir que a educação – não somente a educação, como há outros setores – mas a educação seja colocada em primeiro plano e que esses problemas que, tenho certeza, não acontecem unicamente em Sepetiba, possam ser sanados com bastante urgência, porque são crianças e jovens que estão sendo prejudicados e são questões para as quais não há como voltar atrás, finalizou.

O vereador Tio Carlos que diz conhecer o problema apoiou a iniciativa de Wilian Coelho e como presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente, fez um apelo à Comissão de Educação, representada no plenário pelo seu presidente, – Vereador Reimont, para, em conjunto, dar uma resposta aos professores, às crianças e à população de Sepetiba que merece.

{flike}

Comentários

comentários

Deixe um Comentário