Ordem e desordem marcaram as manifestações sociais na Zona Oeste

soc atv oab bg - lideranças do movimento de passe livre

Reunião da OAB Bangu com líderes do movimento:

(C) Presidente da OAB/Bangu, Dr. Ronaldo Barros, (E) Dr. Márcio
Silva, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Bangu,
Dr. Waltenir Costa, Presidente da CDAP, Luis Carlos, da liderança do
movimento. (D) Dra. Vanuce Barros, Secretária Geral da OAB/Bangu e
Sr. Rafael, da liderança do movimento

 

As manifestações sociais iniciadas no mês de junho em várias partes do país chegaram a Zona Oeste, da cidade do Rio de janeiro, sexta e sábado (22 e 23). Em Santa Cruz, Campo Grande e Bangu pequenos grupos de aproximadamente 1000 pessoas se reuniram pacificamente, porém, baderneiros se infiltraram e conseguiram em alguns pontos saquear e depedrar lojas e carros. A estratégia usada por eles era se misturar aos manifestantes portando mochilas vazias que esconderiam os saques.

Em Bangu a sociedade organizada local reuniu com antecedência e planejou ocupar o território. A Acerb – Associação Comercial e Industrial da Região de Bangu, a 34ª Delegacia Policial e o comando do 14º Batalhão de Polícia Militar planejaram sufocar os baderneiros e deu certo. Um grande número de policiais em pontos estratégicos identificavam os suspeitos e reprimiam as iniciativas. Quase 50 adolescentes foram presos e encaminhados a 34ª Delegacia de Polícia. Depois de investigados eram entregues aos responsáveis chamados para retirá-los. Não houve registros de saques e/ou depedrações.

A 31ª Subseção da OAB Bangu também se reuniu com representantes do movimento. A Diretoria da OAB/Bangu deixou claro aos líderes do movimento que daria a proteção Constitucional em relação ao direito de manifestação e livre expressão, agindo na defesa das garantias fundamentais.

A liderança do movimento classificou o ato programado como pacífico, apartidário, em busca uma melhor qualidade de vida para nossa região, além de apoio as manifestações que vem ocorrendo em todo o Brasil.

O Presidente da OAB/Bangu Dr. Ronaldo Bittencourt de Barros deixou claro que a equipe de plantão não daria assistência a manifestantes que praticassem atos de anarquia, destruição do Patrimônio Público ou Privado e outros crimes previstos em lei.

 “A manifestação foi pacífica, famílias participaram e fotografaram o ato, na parte final do evento, baderneiros tentaram depedrar o Grêmio Literário José Mauro de Vasconcelos, invadir a Igreja de Santa Cecília e até o comandante do 14º BPM correu atrás e prendeu baderneiros. Alguns carros foram apedrejados. Como havia adiantado, a OAB não deu assistência”, resumiu o presidente da OAB-Bangu.

soc ativ - manifestações - ponto de onibus

Ponto de ônibus quebrado na Avenida Santa Cruz em Santíssimo

 

 

soc atv - manifestações - produtos

Produtos espalhados e prateleiras quebradas mostram a distruição

 

“A reunião que fizemos na véspera foi essencial para obter os resultados alcançados, disponibilizei quase todo o efetivo, fiquei três dias ir em casa”, disse o Ten. Coronel Sarmento comandante do 14º BPM.

Em Santa Cruz e Campo Grande lojas foram saqueadas e a polícia também teve muito trabalho para acompanhar as manifestações. Uma loja de materiais de construção na Avenida Santa Cruz, em Santíssimo, foi quase toda destruída por vândalos oriundos das comunidades local infiltrados na manifestação. Após roubar máquinas, ferramentas e outros produtos de fácil manuseio eles queimaram parte do estoque. A própria polícia e o Corpo de Bombeiros de Campo Grande apagaram o princípio de incêndio.

{loadposition folhadaterra-posicao10}

Comentários

comentários