Entrevista com Herald Spindolla delegado da 34ª DP

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Dr. Herald Paquete Spindolla é policial civil de carreira com larga experiência em investigações tendo atuado em várias delegacias especializadas, com destaque para a Polinter, Homicídios e Antissequestro, entre outras. Há três meses à frente da 34ª Delegacia Policial, em Bangu, tem se dedicado a conhecer a sociedade local e o campo de trabalho.

 

FT – Como recebeu sua indicação para a 34ª DP – Bangu?

Herald – Com tranquilidade. Meu conhecimento profissional, minha passagem por diversos departamentos da Polícia Civil me deu a oportunidade de conhecer bem o estado e seus municípios. Conheço bem a Zona Oeste e espero conhecer melhor suas lideranças para juntos atendermos os anseios da sociedade banguense.

 

FT – Que tipo de crime lhe traz mais preocupação?

Herald – A atuação do tráfico de drogas que motiva outros crimes, e o roubo de carros tem nos dado muito trabalho. Nossa equipe é coesa, trabalhadora e moradora da região o que facilita o trabalho. Fazemos em média 60 registros de ocorrência por dia, o maior índice do Rio de Janeiro. A necessidade de dar suporte aos expedientes dos presídios da região nos ocupa bastante, mas o que mais tem nos preocupado é o grande número de casos de “Estupro de vulneráveis”, principalmente crianças. Acho que o pessoal da saúde, da educação, das associações de moradores, dos conselhos tutelares, deve ficar atento ao comportamento das crianças, observar marcas no corpo que sugiram violência e nos avisar para que possamos averiguar o caso. Esse tipo de violência acontece normalmente entre quatro paredes, a vítima e os parentes tem medo de denunciar temendo represálias. Por isso alerto que o criminoso quando denunciado fica desmoralizado, cai em desgraça familiar e não tem forças para reagir, se desespera e aceita a pena. Segurança pública é um problema de todos, é preciso denunciar!

 

FT – Qual a melhor forma de denunciar?

Herald – Usar o Disque-denúncia (2253-1177). Funciona muito bem e preserva a identidade da pessoa. A central distribui a informação para diversos organismos além da delegacia local. Denunciar para a vizinha ou para transeuntes não resolve só faz sensacionalismo.

 

FT – Qual a sua opinião sobre o Conselho Comunitário de Segurança?

Herald – É de uma importância fundamental, mas precisa ser de “segurança”.

 

FT – E o Conselho Tutelar?

Herald – Funciona, porém, precisa de maior estrutura, ele age de acordo com suas possibilidades, a exemplo de outros conselhos é uma boa ferramenta.

 

FT – E a UPP?

Herald – É uma solução, não é a única e não resolverá o problema sozinha. Hoje podemos entrar em comunidades pacificadas, nós da polícia e qualquer cidadão!

 

FT – O que mais lhe agradou na região.

Herald – Ver o interesse e o amor que a sociedade banguense tem pelo bairro. As lideranças conhecem os problemas, convocam as classes e buscam soluções. A autoestima é evidente.

No caso das últimas manifestações sociais, quando foi programada para Bangu, a 17ª AR, a Associação Comercial, o 14º Batalhão de Polícia Militar e a 34ª DP se reuniram para traçarem estratégias de ação. O resultado foi a prisão para averiguação de aproximadamente 60 menores portadores de mochilas vazias que possivelmente seriam usadas para saquear o comércio; foi o impedimento do bloqueio total do trânsito; foi um grande efetivo de policiais nas ruas procurando identificar focos de badernas e diferenciar baderneiros de manifestantes; com isso não recebemos nenhuma ocorrência.

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