Professores fizeram manifestação em Campo Grande

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro – SEPE -, regionais Campo Grande, Bangu e Santa Cruz, promoveu uma manifestação pelas ruas do centro comercial de Campo Grande, na manhã desta quinta feira (03).  Centenas de professores com palavras de ordem e cantando clássicos da música popular brasileira identificados com a causa, explicavam a população o motivo do ato e cobravam do prefeito respeito à classe e à educação carioca.

“O prefeito Eduardo Paes enviou à Câmara dos Vereadores e foi aprovado um projeto de lei que penaliza servidores, ataca os direitos conquistados da grande maioria dos professores das escolas e creches do Rio de janeiro e desrespeita funcionários e aposentados”, gritavam.

Edson Guedes coordenador da regional Bangu foi além: “O projeto cria o professor polivalente, que dará aulas de todas as matérias, sem formação específica para tal. Eduardo Paes ataca também a qualidade da educação dos seus filhos. Será que os filhos do prefeito estudam em escolas assim?”, indagava.

Os professores acusavam com veemência a falta de discussão do projeto. “Não foi sequer discutido com os profissionais de educação. O prefeito disse que iria respeitar nossas reivindicações, mas não cumpriu o prometido. Por isso voltamos à greve. Nas escolas e creches, as salas são superlotadas. A maioria não tem condições de funcionamento, precisando urgentemente de reformas. Faltam funcionários, professores, e até materiais básicos para higiene e limpeza. Não há ar-condicionado. O horário integral está acabando. Não podemos admitir mais está ameaça ao futuro de nossos alunos. Por isso, não podemos aceitar esse projeto”, acusavam.

– Os professores estão certos, a importância deles para a construção do país não é reconhecida com salários justos, os médicos também têm razão; verbas para a Copa do Mundo não faltam e nossos filhos estão sem aulas…

Sérgio Moutinho – Engenho de Dentro

– Só não concordo com quebra-quebra, mas os professores tem que fazer manifestação sim, pagá-los bem é obrigação do governo, aos médicos também.  Por isso tenho nojo de ser brasileiro, o prefeito está fazendo m… e nos deixando sem saúde e educação

Eber Salema – Bangu 

– Admiro a coragem deles por estarem fazendo greve há tanto tempo, condeno a falta de respeito do prefeito Eduardo Paes que não reconhece o valor de um professor e nem entende a função. Ele, se entendesse, deveria assumir o papel de professor da cidade.

Mariana Mattos – Campo Grande – Brito

– Concordo com as manifestações, mas a polícia precisa se controlar. O major usa Spray de pimenta contra os professores e diz que foi porque quis… essa é a pior polícia do mundo. O governo precisa evitar essas greves.

José Couto – Campo Grande – Padre Belizário

– Acho que professores, médicos e policiais tem que ganhar bem para não ter o que reclamar e cumprir bem o seu papel.

Jorge Luiz – Campo Grande – Santa Rita

– Está difícil ser professor, as escolas estão sem recursos, falta o essencial e sobra o supérfluo. Tenho duas filhas professoras e sei muito bem o que é isso…

Não quis se identificar

– É muito difícil falar, não temos filhos na escola, só netos e os professores deles não aderiram à greve. Eles deram sorte, não estamos sentindo a greve, não temos opinião.

Casal Maria Maria Elisa e Erasmo Silva – Campo Grande – Monteiro

– Minha opinião é que ele tem que ser mais valorizados. Tenho dois filhos na escola pública e eles dizem que os professores faltam muito e deixam por conta deles aprenderem ou não.

Cícera – Campo Grande – Rio da Prata

Como dizem, é um direito dos professores, sou funcionário da Secretaria de Estado de Educação e conheço bem a questão. Precisamos evitar os vândalos, a reivindicação é justa. No passado eles lecionavam por vocação, com a família e formavam o cidadão, hoje é diferente, salários e condições de trabalho passaram a ser essencial.

José Mano – Campo Grande

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