A GRANDE DAMA DO TEATRO CAMPO-GRANDENSE

O telefone toca na manhã  do dia da “Consciência Negra”, 20/11 e a notícia soa como uma bomba aos meus ouvidos. A voz do outro lado me diz:- prepare-se, tenho uma notícia ruim para te dar, prepare-se! Alguém muito querido partiu. Meu coração começa a bater descompassado. Continuo ansiosa e a voz do outro lado parece retroceder. – A nossa Vilma Camarate se foi! Um espaço de silêncio e a voz continua:- ninguém sabe ainda o que aconteceu, ela estava na academia. Mas como? Pergunto em choque, começando a fazer perguntas e não obtendo respostas. Qualquer notícia eu retorno! Perplexidade para todos! Vilma Isabel da Silva Camarate, profª de Português e Artes Cênicas, Supervisora Escolar, Produtora e Autora de várias peças teatrais, Colunista Social, locutora, Escritora e Membro do Instituto Campograndense de Cultura ( ICC)… Difícil dizer o que ela não sabia fazer dentro do campo das artes. A arte era a sua vida! Sempre se atualizando a incansável Vilma Camarate frequentava  teatros, exposições, saraus enfim, nossa Vilma respirava arte pelos poros. No cinema e no teatro brasileiro, participou de vários filmes e peças teatrais como: filmes:  “Ainda Agarro Essa Vizinha”, “O Romance da Empregada”,” As Aventuras Amorosas  de um Padeiro”, etc. Teatro: “Chuvas de Verão”, “O Namorado”, “O  Piquenique”, “ A Sagrada Família”, etc. Fundadora  e Diretora do Grupo Moa, sua Companhia de Teatro, conquistada com esforço e perseverança,  orgulhava-se muito da sua coragem e  persistência. Sempre  procurando apoio cultural para seguir com suas peças, apresentadas no Rio de Janeiro e em outros estados, o Grupo MOA neste ano completa  trinta e oito anos de existência, Vilma nunca esmoreceu diante das dificuldades. A Zona Oeste perde uma grande artista, amiga, e colaboradora. Seu sorriso largo e constante, amizade e alegria vão ficar para sempre em cada coração conquistado, até porque Vilma tinha o brilho das estrelas que fagulham iluminando por onde quer que ela passasse. Você é insubstituível, amiga, sentiremos sua ausência em todos os lugares onde nos encontrávamos, haverá uma lacuna, um vazio enorme quando  a procurarmos com o olhar.  Vilma, Papai do Céu te espera de braços abertos! Sei que nada terminou, somente uma nova morada e sei também que haverá um intenso reboliço com a tua chegada. Muitos da “Arte” te esperam ansiosos para formar um outro grupo, diferente do da terra. No campo celestial a vida continua e quem disse que você vai se aquietar? Duvido! Fique em paz, saudade da amiga, Margot Carvalho.  “ A arte é feita do imponderável, nasce na sensibilidade do ser  para expressar, eclodir  emoções ,  transcende a tudo é pessoal e intransferível”. Margot Carvalho

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