Falta investimento e fiscalização no fornecimento de energia elétrica na Zona Oeste

Os comerciantes dos centros comerciais de Santa Cruz, Campo Grande, Bangu e Realengo tem dificuldades para lidar com as constantes e duradouras quedas de energia elétrica na hora do expediente. Apesar de terem conseguido indenizações contra a Light o problema continua causando prejuízos e a concessionária não apresenta uma solução definitiva. Nem a interferência de algumas associações comerciais e de políticos conseguiu amenizar o problema.

Um grande Magazine se instalou em Bangu recentemente e a solução foi contratar um gerador. A engenhoca é montada na calçada sem as precauções necessárias.

Em Bangu as Ruas Silva Cardoso, Doze de Fevereiro e Cônego de Vasconcelos são as mais afetadas e a chegada de novos empreendimentos comerciais e de serviços preocupa. A solução para quem chega e contratar geradores que segundo eles custam muito caro. Em Campo Grande os pontos críticos são as Ruas Coronel Agostinho, Viúva Dantas, Cesário de Melo, Campo Grande e Barcelos Domingos, entre outras, com históricos de quedas de energia superiores há três horas.

A Light informa através da sua assessoria de imprensa que vai realizar nova vistoria na rede que atende o Centro de Bangu ainda este ano, porém, ressalta que inspeciona permanentemente a rede de distribuição, com manutenção preventiva e serviços de manutenção, instalação e substituição de equipamentos e cabos de rede, além da poda de galhos de árvores. Lembra ainda que já fez este ano nos bairros de Bangu, Campo Grande, Santa Cruz e Realengo, verificações técnicas em 48 circuitos que atendem estas regiões e segue, no momento, com a averiguação em outros 56, de acordo com o cronograma de manutenção da companhia. “Além disso, a Light já executou a poda de galhos que interferiam, ou que pudessem vir a interferir, na rede elétrica e manutenção em postes, cruzetas, chaves fusíveis, entre outros equipamentos”, explicou.

Informou ainda, que realizará outras ações visando melhorias no suprimento para as regiões, incluindo a entrada em operação de 5 novas linhas de distribuição, que significarão maior capacidade e confiabilidade no fornecimento de energia, oriundas de uma das subestações da Light no bairro de Campo Grande.

A companhia ressalta que fatores externos à rede da Light impactam nas interrupções de energia, sendo, os principais, postes abalroados, chuvas e ventos e ligações clandestinas de energia. “Neste último caso, a Zona Oeste é uma das localidades com maior volume de “gatos” de energia em toda a área de concessão da Light. Bangu e Campo Grande, por exemplo, têm perda média de 40,62%”, pontuou.

A Light não deixa de combater essas ligações e investe em diversas ações, tais como a implantação de novas tecnologias, medição eletrônica e rede blindada e a fiscalização através da “Blitz Legal”, que promove inspeções de campo e blitzes localizadas, com o apoio da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD). Recentemente, a Light realizou operações da Blitz Legal na Zona Oeste, nos bairros de Santa Cruz e Bangu.

A Light também criou uma nova forma de relacionamento e prestação de serviços aos clientes da companhia. O programa, denominado Light Legal, consiste em fixar equipes, com dedicação exclusiva, em determinada área geográfica, para realizar serviços como avaliação de toda a rede elétrica, eliminação de ligações clandestinas, dicas de economia de energia e segurança, verificação de medidores, normalização de ligações elétricas e atualização cadastral. Na Zona Oeste, o projeto já está presente em Cosmos (Campo Grande), Sepetiba.

Quanto ao aumento de carga a Light diz que o pedido é exclusivo para a unidade consumidora servida por rede de baixa tensão e somente após a preparação do local pelo cliente, com auxílio de eletricista ou instalador qualificado, e de acordo com as Normas Técnicas da Light, o serviço poderá ser realizado por técnicos da companhia.

“Este pedido permite que a Light realize estudos técnicos de fornecimento de energia para determinada unidade consumidora e regiões adjacentes, evitando interrupções no fornecimento”, orientou.

Os clientes podem solicitar aumento de carga pelos seguintes canais de atendimento: Agência Virtual (www.light.com.br), Disque-Light Comercial (0800 282 0120) ou nas Agências Comerciais.

Os comerciantes dizem que o pedido individual de aumento de carga transfere para o consumidor as despesas que seriam da companhia se a mesma tomasse a iniciativa de corrigir um problema já diagnosticado. “O aumento de carga não é necessidade e um consumidor é de toda a região, as despesas têm características de investimento que deve ser feito por quem explora o setor, isso é falta de respeito ao contrato de concessão, acusam”.

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