Presépio dos Sonhos fica em exposição em Bangu até o dia 08 de janeiro

O Grêmio Literário José Mauro de Vasconcelos, Centro Cultural e Museu de Bangu, pela primeira vez confeccionou um presépio para ornamentar o Natal do bairro.

A visitação poderá ser feita até o dia 8 de janeiro , em horário comercial, na sede da entidade na rua Silva Cardoso, 349, Bangu –centro.

Benevenuto Rovere Neto, seu fundador, nos fala com detalhes do projeto e nos diz como surgiu a ideia:

Olha como a vida é repleta de recordações!

 Estava eu sentado em um dos bancos no pátio onde resido e comecei a lembrar do passado, lembrar da minha infância, primeiro das festas de aniversário…depois a lembrança do Natal

Aí veio aquele estalo e surgiu “O Presépio dos Sonhos”. Os presépios que meu pai montava todo ano. Lembro que o primeiro que ele confeccionou eu tinha sete anos de idade. Era 1953 (neste ano ganhei meu primeiro patinete também feito por ele). Foi um ciclo de sete anos… até 1959.

Eram artisticamente lindos. Preparados com todo o cuidado, com muito estilo, dedicação e cheio de detalhes. Papai, um artista nato, nascido em Florianópolis – Santa Catarina, chegou em Bangu em 1928 para trabalhar na Fábrica Bangu. Montava os presépios dentro de uma gruta, confeccionada com estrutura de madeira, o teto revestido com sapê, e a parte inferior forrada com esteira. Era um presépio grande, tomava metade do espaço da varanda na Rua Fonseca , 53, apt. 101 fundos, em Bangu.

No interior da gruta tudo muito bem feito: o céu, morro, caminhos, ruazinhas, casinhas, cachoeiras, rios, pontes, os anjos, a Sagrada Família, os Reis Magos, os pajens, os pastores, os camponeses, Herodes e seus guardas, carneirinhos, ovelhas, bois, jumentos e diversos outros bichinhos.

Todos os anos os alunos das Escolas Martins Júnior e Getúlio Vargas faziam romaria para apreciar o presépio. Para vê-lo também os operários da Fábrica Bangu nos visitavam!

Em 2013, passado exatamente 60 anos, em uma singela homenagem (in memorian) aos meus pais Benevenuto Rovere Filho e Júlia Laiunne Rovere, volto com todo o prazer a confeccioná-lo.

O presépio dos sonhos

Era uma vez um lugar calmo e tranquilo onde viviam os animais mais exuberantes já vistos e as pessoas mais felizes do mundo. Todos viviam em plena harmonia nos campos de plantio, nas florestas e até mesmo  no fundo dos mares.

Em um belo dia ouviu-se um estridente choro de neném, o choro mais alto já escutado: um  bebê acabara de nascer.

Todos ficaram alvoroçados e muito felizes. O dia era de alegria. As cores das mais variadas tonalidades ficaram ainda mais luminosas e as pessoas junto com os animais cantavam e dançavam felizes e contentes.

Um acontecimento como esse mobilizava todos daquele lugar que ficava em um canto, escondido neste planeta.

Então, se preparam para fazer uma visita, para levar toda a alegria até esse bebê que estava começando a vida agora. E  a partir daí, todos ficaram ao seu lado nesta descoberta maravilhosa pelo mundo! 

Comemoremos o nascimento do senhor Jesus

Em país distante viviam três homens sábios que estudavam as estrelas e o céu. Um dia viram uma nova estrela muito mais brilhante que as restantes, e souberam que algo especial estava acontecendo.

Perceberam que nascera um novo rei e foram até ele,

Os três reis magos, Gaspar, Belchior e Baltazar, levaram presentes, e seguiam a estrela que os guiava até que chegaram à cidade de Jerusalém.

Aí perguntaram pelo Rei dos Judeus, pois tinham visto a estrela no céu.

Quando o rei Herodes soube que estrangeiros procuravam a criança, ficou zangado e com medo. Os romanos tinham-no feito rei a ele, e agora diziam-lhe que outro rei, mais poderoso, tinha nascido?

Então, Herodes reuniu-se com os três reis magos e pediu-lhes para lhe dizerem quando encontrassem essa criança, para ele também a ir adorar

Os reis magos concordaram e partiram, seguindo de novo a estrela, até que ela parou e eles souberam que o Rei estava ali.

Ao verem Jesus, ajoelharam e ofereceram-lhe o que tinham trazido: ouro, incenso e mirra. A seguir partiram.

À noite, quando pararam para dormir, os três reis magos tiveram um sonho. Apareceu-lhes um anjo que os avisou que o rei Herodes planejava matar Jesus.

De manhã, já não foram até Jerusalém: regressaram a sua terra por outro caminho.

José também teve um sonho. Um anjo disse-lhe que Jesus corria perigo e que ele devia levar Maria e a criança para o Egito, onde estariam em segurança. José acordou Maria, prepararam tudo e partiram ainda de noite.

Quando Herodes soube que fora enganado pelos reis magos, ficou furioso. Tinha medo que esse novo rei lhe tomasse o trono.

Então, ordenou aos soldados para irem a Belém e matarem todos os meninos com menos de dois anos de idade. Eles assim fizeram.

As pessoas não gostavam de Herodes, ficaram a odiá-lo ainda mais.

Maria e José chegaram bem ao Egito, onde viveram sem problemas. Então, tempos depois, José teve outro sonho: um anjo disse-lhe que Herodes morrera e que agora era altura de regressar com a família a Nazaré à sua casa. Depois de longa viagem de regresso, eles chegaram enfim ao seu lar.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “ Belchior era velho de 70 anos, de cabelos e barbas  brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região, montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz.”

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Belchior quer dizer :”Meu Rei é Luz” e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, representando as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Assim, Belchior entregou-lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar, mirra em reconhecimento da humanidade.

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