TRISTE NOTÍCIA

SEM PALAVRAS… 

"QUANDO O POETA PERDE A PALAVRA

E SINAL QUE ELE ESTÁ DE LUTO."   

 

O poeta Américo Mano lamenta informar que a poetisa Gil Braga faleceu vítima de um acidente automobilístico na noite do último dia 14, em Bangu.

 

Gil Braga fez parte do Circuito Literário Conversa com Verso. No 2º Encontro de Poetas do Rio de Janeiro (se não me engano), realizado na Lona Cultural de Campo Grande, Gil foi uma das coordenadoras do evento.

 

Um de seus poemas foi publicado na antologia do grupo.

Transcrevo abaixo.

 

 

ETERNO

 

Quem sou eu?

Sou um poeta morto, falecido,

Sou passado.

Inerte é meu estado físico,

Morto na guerra, na selva

Pela fera.

Minha morte chegou em forma

De esfera.

Azul, brilhante estratosfera,

Limbo.

Na agressão ao meu semelhante,

Findo.

Acabado, morro em cada queda,

Em cada guerra,

Por toda a Terra.

Essa sombra que passa e leva

O oxigênio que alimenta

A chama da vida

Chegou até mim sorrateiramente.

Estou à mercê dos vermes,

Indefeso, calado, finalmente.

E dentre as serras que se findam e se criam,

Renasço sorrindo, fluindo,

Acreditando que posso,

Além do infinito,

Recriar e renascer por ser eterno.

 

_______________

 

GIL BRAGA nasceu em 1967. É escritora e poetisa. Começou a tomar gosto pela literatura ainda na adolescência. Somente em 2005, incentivada por amigos, passou a divulgar suas composições, que lhe renderam prêmios em concursos literários. É funcionária pública e produtora de eventos.

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