MPE produz em Paciência a solução para a mobilidade urbana

O Estado do Rio de Janeiro não vai ter como legado da Copa do Mundo 2014 o veículo ideal para o transporte de massa e, consequentemente, não resolverá com os brt’s implantados a questão da mobilidade urbana na cidade. Ao contrário, São Paulo terá aproximadamente 10 qui lômetros de mono trilhos – sistema metroferroviário produzido aqui no Distrito Industrial de Palmares, em Paciência, pela MPE Montagens e Projetos Especiais S/A . Manaus , Salvador e Cuiabá também optaram  pelo sistema e saem na frente do Rio de Janeiro.

“Algumas linhas de monotrilhos poderão exemplificar vantagens propaladas pelas obras de infra-estrutura que a Copa do Mundo trará e deixarão um chamado bom legado para o país. São linhas chamadas “leves e rápidas” e que resolvem diversas situações de mobilidade urbana”, explica o engenheiro de transportes Glauber Fortuna.

O que terá levado a Prefeitura do Rio de Janeiro optar pelo sistema rodoviário, muito mais caro e complexo, em detrimento do sistema metroferroviário? Considerando que o fornecedor é nosso vizinho e parceiro do setor público estadual, a negociação seria facilitada.

 

Fábrica de monotrilhos é instalada no bairro de Paciência

O Estado do Rio de Janeiro ganhou em 2013 a sua primeira fábrica de monotrilhos. O governador Sérgio Cabral e o vice-governador e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, participaram da inauguração das instalações em Paciência, na Zona Oeste. A unidade terá capacidade para abastecer o mercado nacional e internacional.

O governador assinou um protocolo de intenções com o consórcio e afirmou que a tecnologia pode ser utilizada na implantação do metrô em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

– Essa fábrica é mais uma prova que o Rio de Janeiro vem crescendo de maneira acelerada. Temos grandes investimentos na ordem do transporte, estamos levando o metrô para a Barra da Tijuca, para que a classe trabalhadora possa chegar com conforto à Barra. E vamos fazer investimentos na Linha 3 e o monotrilho é uma opção muito importante – afirmou Cabral.
 

O secretário de Transportes, Julio Lopes, também destacou a importância da fábrica para o desenvolvimento da mobilidade urbana.

De fato, essa tecnologia tem  muita contribuição a dar às cidades brasileiras pelo nível de sua densidade e pela possibilidade de uma mobilidade por cima das cidades, gerando menor necessidade de indenização, de desapropriação – disse Lopes.
 

Com investimento de R$ 30 milhões do consórcio formado pelos grupos MPE, SCOMI e Quark, a fábrica conta com uma área de 41 mil metros quadrados. São três galpões específicos para montagem, e um para teste. A unidade está preparada para produzir seis monotrilhos por mês e tem espaço para estocar 15 carros.

– Esse empreendimento contou com a ajuda do Estado, são R$ 11 milhões da AgeRio como financiamento, e a fábrica foi enquadrada no programa de incentivo tributário, que é o Rio Ferroviário. Isso vai gerar empregos qualificados – afirmou Julio Bueno, secretário de Desenvolvimento Econômico.

A nova fábrica gera 500 empregos diretos para engenheiros, técnicos, soldadores, eletricistas, mecânicos, inspetores de qualidade, administradores e outros. É da fábrica fluminense que sairão os monotrilhos para implantação do sistema em Manaus, que também conta com uma unidade industrial, e da linha 17 do metrô de São Paulo, por exemplo.

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