Entrevista – Alunos da UEZO pelo mundo – Danilo Hirabae

Conheça mais um estudante da UEZO que participa do programa Ciência sem Fronteiras. Danilo Kimio Hirabae cedeu uma entrevista à Assessoria de Comunicação da Uezo via internet.
 
 
– Onde você está estudando? Quando viajou e em que curso e período estava matriculado na UEZO?
 
Danilo Hirabae: Estou estudando no Limerick Institute of Technology (LIT), que fica localizado na cidade de Limerick, oeste da Irlanda. Quando vim pra cá, em setembro de 2013, tinha terminado o quinto período do curso de Ciências Biológicas.
 
– E por que escolheu a Irlanda?
 
Danilo Hirabae: Não era a única opção de destino no meu curso, eu poderia escolher entre outros lugares. Mas escolhi a Irlanda principalmente pelo fato de ser um país de língua inglesa, então pude concorrer usando o teste de nivelamento TOEFL.
 
– Quais disciplinas você cursa na Irlanda?
 
Danilo Hirabae: Faço o quarto ano do curso Biotechnology & Bioanalysis, que é composto de variadas disciplinas, como Genética e Clonagem, Bioquímica e Proteomica, Cultura de células, Estatística, entre outras.
– Você considera os estudos na sua área mais avançados na Irlanda?
 
Danilo Hirabae: Creio que sim. Não é por menos que muitas sedes de indústrias de medicamentos e tecnologia estão aqui. Também muitos projetos de pesquisa científica são produzidos aqui.
 
– Como é sua rotina?
 
Danilo Hirabae: Já fiz as provas finais e agora estou aguardando para iniciar o estágio no laboratório Shannon Applied Biotechnology Centre.
 
– O que mais está gostando dessa experiência no exterior?
 
Danilo Hirabae: É muito bom poder praticar outro idioma, conhecer novas culturas e pessoas, não somente da Irlanda, mas também pessoas de outros países que vem estudar aqui. Gostei dos professores e dos meus classmates, que são como se fossem monitores, sempre dando apoio e ajudando nas dificuldades.
 
– Enfrentou muitas dificuldades quando chegou ao exterior? Quais?
 
Danilo Hirabae: Tudo é um pouco diferente. Por exemplo, o clima. Chove quase todos os dias, também a comida é diferente, o modo das pessoas e principalmente o sotaque irlandês, que é muito diferente do inglês americano. Mas com o tempo acostuma.
 
– Do ponto de vista acadêmico, como é estudar fora?
 
Danilo Hirabae: Eu gosto de estudar no LIT porque posso ter mais conhecimentos aplicados, na prática. Metade das aulas são práticas e também pude melhorar no inglês que é um idioma chave no aprendizado acadêmico.
 
– E do ponto de vista profissional?
 
Danilo Hirabae: Uma experiência no exterior pode contar bastante para conseguir um bom emprego ou desenvolver uma carreira na área da ciência. Espero ter mais oportunidades quando voltar ao Brasil.
 
– Quais as diferenças que você percebe entre os estudos dentro e fora do Brasil?
 
Danilo Hirabae: Posso dizer que os professores no Brasil possuem tanta qualidade quanto os professores daqui. Penso que o que falta no Brasil seja a estrutura (material, laboratórios bem equipados, acesso à tecnologia da informação, transporte) para dar suporte aos professores e estudantes.
 
– Pretende concorrer a outras oportunidades de intercâmbio?
 
Danilo Hirabae: Pretendo concorrer a uma oportunidade de pós-graduação na área de Bioinformática, no Brasil ou no exterior.
 
Saiba também sobre a trajetória de outros alunos UEZO que participam do Ciência sem Fronteiras
 
– Yuri Luz, Stony Brook University (USA), veja aqui…
– Stênnio Farias, Université de Rennes (França), veja aqui…
– Hilmar Rodrigues, State University of New York at Brockport, veja aqui…
 
Os alunos interessados em participar do programa Ciência sem Fronteiras devem entrar em contato com a Coordenação de Iniciação Científica, pelo telefone 2333-6962 ou pelo e-mail coordict@uezo.rj.gov.br. Para outras informações, acesse o site da UEZO.
{loadposition folhadaterra-posicao10}
{jcomments on}
 

Comentários

comentários