Retrospectiva 2014: Bancos públicos voltaram a prestar maus serviços na Zona Oeste

Agência Freire Alemão na Avenida Cesário de Melo em Campo Grande

 

Consumidores da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro foram os que mais sofreram com a má qualidade dos serviços prestados pela rede bancária, em particular Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Os bancos públicos pecam por ter uma administração descompromissada com resultados e quem sofre são os usuários. Ao contrário da rede particular, seus clientes não podem entrar nas agências e aguardam em filas formadas do lado de fora sob sol e chuva. As justificativas vão desde a falta de espaço no interior das agências até a necessidade de pegar uma senha fornecida por apenas um funcionário, que faz uma triagem demorada, sem critérios, misturando atendimentos simples com complexos. Outros terminais de senhas no interior das agências não são disponibilizados para o cliente que fica refém da fila. Os caixas eletrônicos que poderiam amenizar parte dos problemas não tem a manutenção devida e ficam constantemente fora do ar ou funcionando precariamente.

Agência do Banco do Brasil na Rua Amaral Costa em Campo Grande

 

 A desumanidade também marca os serviços prestados pelos bancos públicos na Zona oeste. Na agência da Caixa Econômica da Avenida Ministro Ary Franco, em Bangu, os clientes aguardam sua vez posicionados de cara para a parede, sem nenhum contato visual com o que acontece na agência; parece que isso inibe as reclamações. Outros vícios do setor bancário como informações erradas, oportunas e autoritárias, se multiplicam nas agencias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica na região.

De cara para a parede na CEF Bangu

 

 MPRJ e Procon Carioca firmam parceria em defesa do consumidor

O MPRJ firmou, na terça-feira (23/12), convênio com o Procon Carioca objetivando incrementar a fiscalização de práticas abusivas contra os consumidores nas áreas de comércio eletrônico e televendas, bem como no controle do tempo de espera em filas de agências bancárias.
Assinado pelo procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, e pelo subsecretário de Defesa do Consumidor do Município do Rio de Janeiro, Fábio Ferreira, o documento reafirma e amplia a parceria já existente entre as duas instituições. O convênio servirá para incrementar o instrumental fiscalizatório do MPRJ e diminuir o número de solicitações direcionadas às equipes do Centro Regional de Apoio Administrativo Institucional (CRAAI) Rio de Janeiro, já saturadas por sua demanda interna. 

 “As cooperações com órgãos externos integrantes do Sistema de Defesa do Consumidor são muito importantes para garantir o bom funcionamento de toda a rede, gerando benefícios para os consumidores”, afirmou a coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e Contribuinte, Christiane Cavassa Freire.

 “A partir de agora, será possível canalizar demandas para um órgão municipal com expertise e atribuição para realizar as fiscalizações necessárias”, acrescentou o subcoordenador do CAO Consumidor, Sidney Rosa da Silva Junior.

Sidney Rosa disse, ainda, que a iniciativa permitirá verificações in loco ou ações fiscalizatórias destinadas a apurar com detalhamento notícias de irregularidades recebidas pelo sistema Consumidor Vencedor ou pela Ouvidoria, ajudando a instruir procedimentos preparatórios, inquéritos civis e ações civis públicas em defesa dos consumidores. 

O subsecretário Fábio Ferreira disse que o termo de cooperação fortalece tanto o MP quanto o Procon Carioca. “Através das nossas fiscalizações conseguiremos levantar subsídios para a atuação das Promotorias nos seus inquéritos e ações civis públicas”, disse.

Logo após o encontro com o subsecretário, o PGJ assinou mais um convênio para expansão do sistema Consumidor Vencedor, desta vez com o Ministério Público Federal.  A parceria já estava funcionando em formato piloto com as Procuradorias da República com atribuição para a Defesa do Consumidor no Rio de Janeiro, mas agora se solidifica em um acordo de cooperação técnica que viabilizará a inclusão de vitórias em favor dos consumidores obtidas pelo MPF em todo o território nacional.

Com isso, além dos benefícios gerados ao consumidor, que poderá denunciar o descumprimento de decisões e termos de compromisso firmados na tutela de seus interesses em todo o país, caminha-se a passos largos para a criação de um inédito banco de dados de ações, termos de ajustamento de conduta e decisões judiciais de âmbito nacional no Ministério Público, totalmente transparente ao público em geral, e que conta com uma descrição breve e em linguagem simplificada de cada documento inserido no sistema.

Atualmente 17 Ministérios Públicos já celebraram convênios de adesão ao sistema Consumidor Vencedor e 11 sites já se encontram em pleno funcionamento.

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