A Zona Oeste pede socorro

 

As autoridades públicas do Município do Rio de Janeiro, bem como as do estado, precisam com urgência tomar medidas necessárias para equilibrar o meio ambiente na Zona Oeste da Cidade visando dar dignidade à população local. A afirmação parte de lideranças comunitárias e empresariais da região. Segundo eles, ao longo dos anos e, principalmente a partir da década passada, a região vem experimentando um crescimento social desordenado, sendo influenciada principalmente pela construção civil, através de projetos privados e pelo Programa Minha casa, minha vida.

Os setores mais afetados são os da saúde e transporte público. Apesar das clínicas da família e dos BRT’s a demanda reprimida está longe de ser atendida. Os pequenos furtos e assaltos a mão armada tem aumentado nos centros e nas periferias e as delegacias vivem lotadas. Fazer um simples boletim de ocorrência é muito difícil. A população se vira como pode e não tem a quem recorrer.  Falta água sistematicamente em vários bairros. “Mudei-me prá Cosmos e lá não tem água. Felizmente ainda posso voltar para onde eu saí”, comentou um morador.   

 

A Secretaria Municipal de Habitação (SMH) vai realizar ainda neste mês de janeiro de 2015, o sorteio de 2.580 unidades habitacionais do "Programa Minha Casa, Minha Vida".

Os imóveis estão localizados nos condomínios Mikonos, Delos e Santorini, em Santa Cruz, Vivenda das Cotovias e Vivenda das Coleirinhas, em Campo Grande, e Vivendas dos Colibris, em Cosmos. Todos os apartamentos são compostos por sala, dois quartos, cozinha e banheiro.

A Caixa Econômica Federal também vai realizar esse mês o sorteio de mais nove unidades habitacionais em seis condomínios, em Guadalupe, Cosmos (4) e Santíssimo.

 

Com a chegada de aproximadamente mais 14000 habitantes para a região os problemas tendem a aumentar e a expectativa é de que vão se agravar.

 

Oitenta por cento da frota de ônibus que serve a Zona Oeste está sucateada e em número menor que o necessário; a procura por inscrição nas Clínicas da Família é grande e quem consegue reclama da falta de médicos e instrumentos; o número de crianças e adultos que vivem nas ruas as suas próprias custas aumenta nas quatro capitais da Zona Oeste (Santa Cruz, Campo Grande, Bangu e Realengo); o número de camelôs que se instalam nas vias públicas provocando a desordem urbana também cresce assustadoramente. A esperança é que as autoridades deixem de fazer operações modelos para a mídia e executem efetivamente todos os seus programas sociais na região.

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