Flizo perde espaço e preocupa entes culturais da “Zona Oeste”

A FLIZO – Festa Literária da Zona Oeste é um projeto de valorização da produção cultural da Zona Oeste carioca. Com ações de fomento à leitura, à criação literária e discussões de temas que convergem às questões da vida urbana, do fazer da arte e do exercício da educação libertária, a Flizo tem a intenção de integrar um novo projeto de cidade, que promova saúde social para a região mais populosa do Rio de Janeiro.

O principal objetivo da Flizo é inserir definitivamente a Zona Oeste no mapa cultural da cidade, promovendo encontros de artistas e realizando atividades culturais por seus mais de 40 bairros. A mobilização de artistas e coletivos intenciona construir uma agenda de atividades culturais para a Zona Oeste, mapeando os artistas residentes e suas práticas para reinvidicar mais espaços e investimento, descentralizando as políticas públicas culturais, até então concentradas no eixo Centro-Zona Sul da cidade. Este movimento cria um contra fluxo e evita o “êxodo cultural” a partir da região. A Flizo, portanto, coloca em prática o desenvolvimento situado, estratégia para extravasar os territórios engessados da cultura rumo ao Oeste, em busca de um novo ambiente para o exercício do pensamento.

As atividades da Flizo têm caráter itinerante e acontecem em escolas, universidades, clubes, praças e nas pessoas que moram ou transitam pelo território. A cada edição a Flizo se consolida como ponto de conversão da oferta cultural e artística em comunhão com o potencial e importância histórica e social da região, contribuindo para o desenvolvimento cultural da Zona Oeste.

No entanto, a 3ª edição da Flizo marcada para o período de agosto a outubro, ainda não tem data de abertura. Em seu site apenas a prefeitura da cidade está confirmada como a principal parceira do evento, diferente dos anos anteriores. Como reflexo, só temos confirmado o Concurso Literário que está recebendo inscrições (vide site da Flizo) e a decisão de homenagear a celebração dos 200 anos de fundação do bairro de Realengo, com exposição e mesa de debates sobre a história do bairro. Alguns entes e agentes culturais da região, prevendo a dificuldade para se inserir no contexto da Flizo, tomaram a iniciativa e solicitaram através do site sua inclusão no roteiro da Flizo e não obtiveram resposta.

Deste a segunda edição, em 2014, vários entes e agentes culturais da Zona Oeste – Campo Grande, Santa Cruz, Realengo e Bangu – mostram-se preocupados com a descaracterização do evento que segundo eles, em virtude do sucesso da primeira edição, perdeu espaço para entes culturais, agentes culturais e cenários da Barra da Tijuca (Zona Oeste?), e agora parece ter perdido o apoio da prefeitura.

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