UEZO em agonia discutiu seu futuro

Após a imprensa publicar uma série de reportagens mostrando os cortes do governo do estado na área de educação, onde a UEZO mereceu destaque, o Reitor Alex Sirqueira da Silva convocou todos os personagens da instituição para uma assembléia, no dia 03 de novembro, pela manhã, no auditório.

Reitor Alex Sirqueira abriu o tema para debate
Reitor Alex Sirqueira abriu o tema para debate

Na pauta a análise dos efeitos da crise no processo administrativo e operacional da entidade, a prestação de contas das medidas tomadas e o planejamento das ações futuras.

 

A proposta de orçamento para 2016 foi apresentada, comparada e analisada. Os recursos para as obras de construção do futuro campus, a realização de concurso público para suprir a necessidade de contratação de novos recursos humanos, a implantação do regime de dedicação exclusiva para os professores e o reajuste de salário para os técnicos administrativos foram itens privilegiados e deverão ser suportados pelo orçamento 2016 apresentado, valorizado em 43 milhões de reais, caso seja aprovado pela Secretaria Estadual de Educação.

 

Alunos, professores, funcionários e diretores presentes foram unânimes em considerar que o não atendimento a essas demandas poderão inviabilizar o ano letivo de 2016. “Docentes qualificados e dedicados à entidade tem se desligado por falta de atenção a princípios básicos, docentes aprovados recentemente e impedidos de tomarem posse faz com que alunos continuem sem aulas, isso influência negativamente os números da UEZO”, explicaram.

 

A UNE esteve representada na assembléia e mostrou como está apoiando a Uezo.

Os alunos da Uezo marcaram um encontro para após a assembléia onde discutiram a criação do Diretório Acadêmico.

 

Toda a comunidade acadêmica da Uezo está debatendo a situação. Veja as opiniões:

 

Liliana Lemos

É imperdoável que o governo do estado faça caso omisso de uma instituição de ensino superior voltada para atender a uma massa mais desfavorecida, como é o caso da UEZO na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os gastos da UEZO são insignificantes quando comparados aos das outras instituições estaduais. Sinceramente, cortar quase a metade do nosso orçamento, em detrimento da educação dos estudantes de regiões desfavorecidas é deplorável.

Marcos Gonçalves

Quando entrei na Uezo há 2 anos atrás, o Secretário de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, foi à instituição representar o Governador e fez diversas promessas… Hoje vejo que nada daquilo foi cumprido e o descaso com a instituição tem aumentado mais ainda… Hoje não temos mais professores contratados, não temos funcionários da limpeza sendo pagos pelo estado, não temos o tão sonhado Campus (no qual as obras nem sequer começaram), e cada vez mais o governo tem feito cortes com relação a nós! SOS

Felipe Simões Galhardo

O mais incrível é o descaso gritante da Alerj e do governo estadual do Rio de Janeiro para com a educação. Mais terrível ainda são os cortes da UEZO e UENF, instituições que atendem a regiões de classe baixa e média. Cortar 99% da verba de uma universidade, como a UEZO, é dizer: “para nós a educação não importa. Mais além, é dizer que a Zona Oeste não tem importância. Espero que o povo do Rio lembre desta medida infame e do nome de cada político que foi a favor dela”.

Sem identificação

O parecer contrário à posse dos professores emitido pelo COPOF, uma vez que a própria SEPLAG diz que há viabilidade financeira para tal, é no mínimo estranha. Mais estranho ainda é a UERJ ter o privilégio de empossar seus professores concursados e a UEZO ser preterida. Explica essa, governador!!!

Felipe Moreira Jorge

É Governador, como é bom cortar a verba da Educação, continua investindo em Carnaval, em Brasília tudo acaba em Pizza e aqui no Rio de Janeiro tudo acaba em Samba.  Sou estudante da UEZO e o descaso com a nossa universidade já não é de hoje, não temos um campus, estamos sem professores, muitos alunos não conseguem se formar por causa desta má administração, fora a falta de infra-estrutura (Elevadores, Coleta de lixo, equipamentos, etc…). Ainda vão cortar mais? Uma vergonha Lamentável.

Rosana da Paz Ferreira

Quero saber o motivo dos nossos professores não tomarem posse e os da Uerj sim. Qual a diferença? Nossos alunos podem ficar sem aulas e o deles não? Alguém me explica. Não somos todos estaduais (UERJ, UENF e UEZO). Então, porque a diferença? Educação é para todos e atendemos uma região bem carente. Temos projetos, laboratórios funcionando e bons alunos. Não estou nem falando em salário, vocês notaram!

Rosana da Paz Ferreira

Vocês sabiam que não temos técnicos administrativos efetivos? É isso mesmo. Sabe quem faz a maior parte do trabalho administrativo? Isso mesmo: nós professores! Isso além da pesquisa, extensão e certamente dar aula. Isso ninguém vê. A UEZO tem educação pública de qualidade. Já mandamos alunos fazer mestrado e doutorado fora do Brasil. Não devemos nada a ninguém.

Rosana da Paz Ferreira

A diretora fala à repórter da Rádio CBN Laís Carpenter
A diretora fala à repórter da Rádio CBN Laís Carpenter

Quem disse que temos Campus? Nunca tivemos! As obras nem começaram! Por favor, vamos verificar os fatos antes de publicá-los.

Rosana da Paz Ferreira

Esse professor que o COPOF vetou a nomeação pode (deve) lecionar 6 (seis) disciplinas para 2 cursos (Ciência da Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas). Sem isso alunos terão dificuldade em se formar. Como fica a vida profissional destes alunos?

Rosana da Paz Ferreira

Um professor que foi aprovado em concurso público para a UEZO- Centro Universitário Estadual do Rio de Janeiro, realizado em fevereiro de 2015, ainda não foi empossado por parte do governo. Por conseqüência, muitos alunos continuam impossibilitados de se formarem. O COPOF negou a posse do professor alegando “visando evitar aumento de despesa neste exercício”. O concurso foi autorizado pelo Governo, o SEPLAG neste mesmo despacho diz haver “viabilidade financeira”. Alguém me explica tudo isso?

Karla Figueiredo

Não vejo problema em reajustar orçamentos, vejo problema em injustiças, tratamentos distintos para alunos e professores dentro de um mesmo Estado. Aqui na UEZO fazemos sacrifício desde que esta Instituição existe.

Karla Figueiredo

Por que os nossos alunos podem ficar sem professor e o aluno da UERJ não? Não deveríamos ter uma política mais equânime? Quem se responsabiliza?  Quando o professor faz greve, deve repor as aulas para não prejudicar os alunos. Quem irá repor o tempo perdido pelo aluno sem a possibilidade de cursar uma disciplina? Quem irá pagar pelas oportunidades perdidas porque o aluno não consegue colar grau?

Karla Figueiredo

Também não podemos contratar professores substitutos porque o governo vetou.  Nesse caso, qual a solução que podemos dar para os alunos quando um professor entra em licença maternidade ou saúde? Ou, como tem ocorrido com freqüência, fazem concursos para outras instituições no meio do período letivo? Temos tentado substituir precariamente as vagas ociosas na medida do possível, mas há limite, principalmente quando percebemos que não há reconhecimento aos nossos esforços…

Karla Figueiredo

Por que há diferenças entre UERJ, UENF e UEZO? Porque não temos recurso humano administrativo suficiente para realizar as atividades administrativas nas diversas unidades da UEZO. Com isso, fazemos muito mais do que coordenar as unidades ou centros.  Também não temos professores suficientes, pois, além do salário não atrair os doutores, não temos campus (estamos inseridos em uma escola pública de nível médio), e nenhuma outra forma de aumentar o salário conforme mencionado a acima.

Karla Figueiredo

Mas nem sempre a situação é ruim, às vezes fica pior…  Quando finalmente conseguimos que algum candidato se inscreva, faça o concurso público e seja aprovado, o COPOF veta a posse.  No último ano fizemos diversos concursos e nenhum dos nossos concursados tomou posse, porque o COPOF vetou. Diferente do que ocorreu para dezenas (ou seriam centenas?) de docentes e técnicos que fizeram concurso na UERJ esse ano.

Alex dos Santos Crespo

Deveriam cortar extravagâncias e funcionários ociosos, fantasmas, “peixinhos, etc… Sempre a educação e saúde que vão pra forca. Não me lembro na campanha eleitoral desse digníssimo senhor que ele tenha feito menção a cortes na educação, fatalmente não teria se elegido. O TRE deveria obrigar os governantes a cumprir pelo menos 70% do que é prometido às vésperas da eleição. Virou propaganda enganosa descarada! Acreditar em quem agora?

Luciana Cunha

O corte no orçamento da UEZO demonstra a falta de respeito do governo do Estado com a instituição e com a população da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A UEZO é a única universidade pública do país em que os professores não possuem dedicação exclusiva. A única universidade do mundo que não tem campus próprio. Os professores não possuem sequer um plano de cargos e salários. Nós, professores da UEZO, denunciamos a intenção do governo do estado em causar a morte por inanição da instituição!

Karla Figueiredo

Caros, Há alguns erros na matéria. A obra não foi interrompida porque não começou de fato. A UEZO é uma instituição criada em condições extremamente precárias. Estamos sofrendo esse legado até hoje.  Nós não temos campus, não temos salário (plano de cargos e vencimentos) reajustado, não temos DE, não temos prociência, não temos funcionários efetivos. Assim, temos que trabalhar realizar ensino, pesquisa e administração de uma forma diferente de qualquer outro órgão do estado e, principalmente, com relação ao que ocorre na UERJ e na UENF.  Não temos recurso humano administrativo suficiente para realizar as atividades administrativas nas diversas unidades da UEZO. Com isso, temos que fazer muito mais do que coordenar as unidades ou centros.

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Para quem conhece as dependências da UEZO sabe bem a precariedade em que a instituição se encontra. Os elevadores estão parados há muito tempo por falta de operadores e os usuários não são autorizados a operá-los. A equipe de limpeza está reduzida a um mínimo e, por isso, muitas salas e laboratórios não são limpos há meses. Não raro a única impressora disponível para que os professores imprimam suas provas está inoperante por defeito ou falta de toner.

Felipe Gomes de Oliveira

Sou aluno de Ciência da Computação da UEZO e não concordo com a redução de verba, visto que a faculdade está sem professores para determinadas matérias, a UEZO não possui CAMPUS, nossos professores não tem dedicação exclusiva, tirar 99% de uma universidade que tem quase nada é uma completa covardia. Estamos cansados desse descaso com a nossa universidade.

Carlos Alberto Moutinho Alberto

A pátria educadora é fogo! As escolas de samba terão cortes? HIPÓCRITAS!

Paulo Carneiro Ribeiro

Que existe um descaso com a educação pelos governos é inegável. Mas, também existe nas administrações do ensino público uma gestão que deixa a desejar. Uma primeira medida dos gestores deveria ser criar o hábito de evitar o desperdício. Muito dinheiro que é jogado fora tem origem no desperdício.

Rosana da Paz Ferreira

Não temos Campus, nossos professores aprovados em concurso público não tomam posse, pois o COPOF delibera contrariamente a isso. Pesquisamos, damos aulas temos projetos de extensão e ainda participamos da administração. Não temos funcionários efetivos. Temos que ver as nossas co-irmãs cujos concursos continuam a acontecer com a posse dos aprovados. Os alunos estão sendo prejudicados com isso e o direito deles colarem grau vai sendo impedido a cada semestre letivo. TRISTE DEMAIS TUDO ISSO!

Lucas Garcez

Sou aluno de Ciência da Computação da UEZO e o que o estado faz com nossa instituição é um descaso, nosso “Campus” se resume a um terreno vazio, sem nada. Professores que foram aprovados em concursos não podem tomar posse e com isso os alunos ficam sem as disciplinas e impedidos de se formar. Corte de 99% nas despesas com investimento, isso é RIDÍCULO, uma piada, quero ver cortar 99% do salário de deputado, governador, secretário…