A adutora passa por dentro do Maciço da Pedra Branca

Muitos moradores de Bangu e adjacências desconhecem o que é aquela gigantesca construção de concreto que surge repentinamente das serras do maciço da Pedra Branca em Bangu (Viegas), Realengo (Barata) e Estrada do Catonho (foto)

ÚFoi durante o Governo de Carlos Lacerda a ampliação do sistema de abastecimento Guandu por meio da construção de uma gigantesca adutora que corta boa parte do Rio de Janeiro foi considerada a “obra do século” pelos veículos de comunicação brasileiros em 1960. O que pouca gente sabe é que o coração dessa obra, vital para a população fluminense, fica na Zona Oeste.
Responsável por abastecer cinco milhões de pessoas, a Elevatória do Lameirão, em Santíssimo com 73 metros de profundidade cavado na rocha, faz parte do sistema e é a maior de água potável do mundo, segundo a Cedae.

A elevatória recebe metade do fluxo da Estação de tratamento de Água (ETA) do Guandu. De lá, a água segue por gravidade por um túnel de 32 quilômetros até o Reservatório dos Macacos, no Jardim Botânico. Ao longo do percurso, a existência de alguns vales obrigou a construção de pontes-canais, ligando um maciço a outro. Cada uma tem 4,5 metros de altura por cinco metros de largura e aproximadamente 200 metros de comprimento. Essas estruturas ficam a 45 metros do solo e se concentram na Zona Oeste: no Viegas, em BANGU; dentro do Parque Estadual da Pedra Branca, em Realengo; e na Estrada do Catonho, em Sulacap.

— A adutora foi inaugurada em 4 de abril de 1966. A previsão era abastecer a Guanabara até 2000. Foi uma obra futurística.

Em extensão, a adutora supera — em muito — a Ponte Rio-Niterói, que tem 13,2 quilômetros. Jornais dos anos 60 noticiaram que moradores da região chegavam a reclamar do excesso de água.

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