Clínica da Família em Senador Camará põe em risco a saúde do paciente

Um paciente de 62 anos, usuário da Clinica da Família Sandra Regina Sampaio de Souza, em Senador Camará, ficou desesperado com o atendimento recebido da doutora Idania Alberteris Rojas na unidade de saúde preventiva.

Suspeitando de doença grave – câncer- e não tendo especialista na unidade, o mesmo, “após insistir com a doutora no dia 21 de janeiro, conseguiu que ela orientasse a marcação de uma consulta com um urologista o que só foi feito no dia 12 de março, para dois de maio. Consultado antes da data marcada por iniciativa do paciente, o especialista requisitou um exame de imagem que só poderia ser marcado pela Clinica da Família, o que só aconteceu depois de muitas justificativas, no último dia no dia 14 de junho, para ser realizado no dia 1 de julho. Ainda desesperado e preocupado com seu estado de saúde, e com a esperada demora nas marcações de consulta, o paciente pediu para a doutora antecipar a marcação da consulta com o urologista, de acordo com a data prevista para o exame, o que foi negado sob alegação que tinha que seguir as normas, e que ela queria ver o resultado do exame antes de pedir nova consulta com o especialista, mesmo não sendo ela a requisitante nem o especialista no caso. Consultado, o famoso Sistema 1746 da Prefeitura, através de uma suposta operadora de telefonia, confirmou a versão da doutora e não registrou a reclamação, configurando total falta de responsabilidade com a saúde alheia, visto que eles não sabem da gravidade do caso – suspeita de câncer-.

O SUS orienta os pacientes em suas campanhas publicitárias para que em caso de suspeitas de doenças graves se apressem com o diagnóstico, pois o resultado do tratamento está diretamente ligado a data do início do tratamento. Nesse caso é a burocracia que está falando mais alto e colocando em risco a saúde do paciente. A Clínica da Família já está com o caso há seis meses e ainda acha que tem que atender a burocracia do sistema e a curiosidade da doutora.