Brasil olímpico difere de potência olímpica – somos um fracasso contumaz

Tenho procurado assistir às diversas modalidades com participação de equipes brasileiras. As individuais, com raríssimas exceções, têm sido sucessão de fracassos. As coletivas mostram equipes competitivas, mas sem excelência, ou seja, até poderão ganhar medalhas, mas não por superioridade e sim pelo momento de superação.
Esta olimpíada repete a copa do mundo. O país sabia que iria sediar a competição com 4 anos de antecedência e simplesmente mantêm a inércia no investimento esportivo.

Ora, temos uma população numerosa se comparada com a da maioria dos países, bom material humano a ser “garimpado” e preparado desde a infância, mas optamos pelo eterno “jeitinho brasileiro”.

Não podemos, por exemplo, reunir uma equipe duas semanas antes dos jogos para treinamento e “azeitar” o conjunto, isso é piada. Óbvio que em um país que não investe em educação e saúde, esperar investimento no esporte seria no mínimo espantoso.

O descaso do governo com o esporte se repetirá. Ao invés de manter o parque olímpico através de iniciativa público-privada, irão “transformar” arenas em escolas, destruindo uma infra-estrutura adequada para utilização de jovens atletas, equipes universitárias, clubes e militares, criando calendário anual de competições municipais, estaduais e nacionais. Repetirão a postura pós pan-americano: desmantelamento das instalações olímpicas.

Sou patriota e nacionalista, mas cansado dessa sucessão de atos políticos “rasteiros e baratos” de governantes de um País que poderia ser exemplo para o mundo, mas insiste em se apequenar e manter sua condição subdesenvolvida, inclusive a mental…

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