Conselho Comunitário de Segurança de Campo Grande realizará Audiência Pública dia 24

O Conselho Comunitário e a Câmara Comunitária de Campo Grande considerando:

que o número reduzido de efetivos, viaturas, equipamentos e a precariedade nas instalações, são os principais problemas das policiais e a guarda municipal em Campo Grande, pois é um absurdo pelo tamanho da área a ser policiada;

que os investimentos do governo do Rio, principalmente, na implantação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em favelas, têm contribuído para a redução de policiais militares em batalhões;

que o Batalhão de Campo Grande (40º BPM)  responsável pelo policiamento do bairro de Santíssimo até Cosmos, onde cuida da segurança de quase um milhão de pessoas, têm apenas 334 policiais – um para cada 3.200 habitantes da região – efetivo do Batalhão do Leblon (23º BPM) são 600 policiais, com proporção de um policial para menos de 300 pessoas -;

que quando se fala em 344 policiais no 40º BPM, é preciso levar em consideração que eles trabalham em sistema de turnos, a maior parte de 24 horas. Ou seja, do total do efetivo, muitos estão de folga e poucos estão nas ruas. E que além disso, há policiais que trabalham em serviços internos e não vão para as ruas, sem contar os que estão de licença-médica e os que vão para a reserva;

que a UPP da Mangueira quando foi inaugurada em novembro de 2011, tinha um efetivo de 403 policiais. Hoje, esse efetivo passou para 320 policiais militares, para uma população em torno de 22 mil moradores;

que a realidade enfrentada na 35ªDP, entre tantos problemas, o mais grave deles é a falta de efetivo também.  Que vários policiais civis da delegacia já podem se aposentar – Uma baixa que prejudicaria ainda mais os trabalhos e ameaça o futuro da delegacia -;

que segundo informações, hoje o efetivo da delegacia é de 60 policiais. (Para se ter uma idéia, quando foi reformada a delegacia “Delegacia Legal” em 2001 eram 130 profissionais. Ou seja, hoje são quase 50% a menos do efetivo);

que a falta de policiais prejudica justamente o papel mais importante desempenhado pela delegacia, as investigações;

que com menos policiais, os crimes, às vezes, demoram um pouco mais para ser solucionados;

que a coisa piora ainda mais para a delegacia, pois além de ser responsável pelas ocorrências de Santíssimo até Cosmos, ela também é responsável por todo flagrante de Guaratiba, Paciência e Santa Cruz, além de atender agressões contra mulher;

que o mesmo problema de efetivo acontece com a Guarda Municipal da 13ª Inspetoria da Guarda Municipal (CG), onde está tendo problemas para cumprir suas funções de garantir também a segurança da população. – Além da falta de efetivo, são precárias as condições de trabalho;

resolveram convocar  uma audiência pública para o dia 24/08, às 19:00hs, no Salão Colonial localizado na Rua Artur Rios, S/N – em frente ao Estádio Ítalo Del Cima, campo do Campo Grande Atlético Clube -, para discutirem com a sociedade as questões consideradas acima.

As entidades responsáveis pela organização do evento lembraram a importância do assunto e reafirmaram a necessidade de Campo Grande e adjacências ter um aumento considerável do efetivo de policiais militares, policiais civis e guardas municipais. Por isso, contam com a participação em massa da população e vivem a expectativa de casa cheia. A OAB/CG vai apoiar a iniciativa.

“A SEGURANÇA PÚBLICA, É DEVER DO ESTADO, DIREITO E RESPONSABILIDADE DE TODOS, NÃO BASTA RECLAMAR, TEMOS  QUE PARTICIPAR”, consideraram.

 

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