Marcelino D’Almeida discute economia de energia

No momento em que o Ministério de Minas e Energia através da Aneel anuncia a volta das bandeiras tarifárias, mecanismo que aumenta o custo da energia elétrica de acordo com a diminuição da produção e oferta, o vereador Marcelino D’Almeida, no mês de junho passado, abriu discussão na Câmara para discutir o PROJETO DE LEI Nº 1956/2016 que cria um Programa Alternativo para economizar energia elétrica.

O programa sugere a implantação nas residências, no comércio, nas industrias e nas instalações dos prestadores de serviços, um filtro capacitivo, condensador a seco com tecnologia de grafeno, ou bateria íon-lítio, ou similar, com eficácia para filtrar e harmonizar a energia elétrica, na proporção da energia ativa (GWh ou KWh) a ser consumida e sua respectiva energia reativa (Kvah), para os casos da impossibilidade de instalação de fonte alternativa de energia com placa solar fotovoltaica em razão da limitação da ATE – Área Total Edificada – de determinado projeto de edificação ou limitação decorrente das dimensões do telhado ou cobertura do imóvel.

A instalação desse tipo de equipamento tem a finalidade de reduzir a demanda de energia elétrica e promover o uso e o desenvolvimento tecnológico, com medidas legais e eficazes, para maior aproveitamento da energia elétrica para iluminação, alimentação energética de equipamentos e aquecimento de água para imóveis residenciais, industriais e comerciais no Município do Rio de Janeiro, propiciando suporte à energia gerada por fontes renováveis, sustentáveis e descentralizadas, de forma a reduzir emissões de poluentes gerados a partir destas edificações, bem como reduzir a atual dependência das cidades brasileiras de fontes de energia externa.

O vereador explica que no Brasil, a demanda de energia elétrica é altíssima e destaca três pontos nodais: primeiro pelo consumo residencial em decorrência da densidade demográfica nos grandes centros urbanos. Segundo pelo consumo pelos meios de mobilidade urbana por via férrea, metrô ou trólebus ligados a rede elétrica. Terceiro pela demanda contratada pelos Shoppings Centers ou indústrias de grande porte com consumo de energia elétrica na ordem de GWh ou KWh dia.
Uma vez que os recursos hídricos são cada vez mais escassos para propiciar construção de usinas hidrelétricas e, ainda é muito alto o custo para implantação de fonte alternativa de energia a base de placa solar fotovoltaica, tem sido constante a busca de alternativas legais, eficazes e ecossustentáveis para redução do consumo de energia elétrica e sua repercussão no cotidiano das pessoas por afetar desde o rateio de despesas condominiais, custo operacional de produção e, até mesmo, custo final dos produtos de consumo, manutenção, conservação e asseio.
O primeiro dispositivo inserido no mercado foi o Filtro Capacitivo contendo capacitores eletrolíticos de poliéster para captação de ruídos (desperdícios), varistores com placas DPS para proteção de surtos até 680v, através de corte e desvio para aterramento próprio; componentes eletrônicos com rapidez e sensibilidade na captação de ruídos e proteção com velocidade de 5 a 15 milesegundos; sistema de automação em paralelo, tendo sido constatado a eficácia deste dispositivo.
O segundo dispositivo inserido no mercado foi o condensador a seco com

tecnologia de Grafeno com dispositivo TVSS (supressores de sobrevoltagem transitória), dispositivo HF (filtros de harmônicos) otimizando o fator de potência da instalação próximo a “1”, reordenando a onda senoidal a partir da diminuição da intensidade de ruídos, estabilização das harmônicas, resultando em redução tanto da energia ativa (GWh e KWh) quanto da energia reativa (KVAh).
Entretanto, agora temos a bateria íon-lítio com eficácia de filtrar e harmonizar a energia elétrica, equilibrando a proporção de energia ativa (GWh e KWh) a ser consumida e sua respectiva energia reativa (KVAh). Suprimir sobrevoltagem, filtrar harmônicos, otimizar o fator de potência da instalação, reordenar a onda senoidal a partir da diminuição da intensidade dos ruídos e a estabilização dos harmônicos, atuando como capacitor, filtro de linha e como estabilizador, garantindo a vida útil dos equipamentos instalados, variando a sua eficácia em uma economia real do consumo de energia elétrica entre 40% e 70% do consumo mensal.
Para se estimar a vida útil e a capacidade do Brasil produzir estes equipamentos, destacamos que o Brasil o maior detentor de metais de grande valor econômico-estratégico. A exemplo do nióbio extraído da tantalita ou pirocloro, que o Brasil possui 98% da reserva mundial, com 842.460.000 toneladas e para se avaliar uma das infinitas utilidades deste material, bastam 200gramas para enriquecer 1 tonelada de aço-liga tornando-o mais forte e flexível.
No caso do lítio, tecnologia largamente utilizada, o Brasil possui uma reserva de aproximadamente 48.000 toneladas.
No caso do Grafeno, que faz parte das denominadas terras raras, o Brasil possui reserva de 3,5 bilhões de toneladas, e, também para se avaliar uma das infinitas utilidades deste material, foi desenvolvido pela Universidade de Córdoba uma bateria de Grafeno para carros elétricos com autonomia de 1.000 Km sendo que a BMW em parceria com a Toyota já produz o modelo I8 totalmente elétrico, a Toyota tem os modelos Mirai, CES 2014 e FCV. A Daimler Chrysler tem 60 carros e 30 ônibus híbridos elétricos e célula de combustível. A Volvo possui um trólebus totalmente elétrico. Existindo ainda pesquisas na GM, Nissan, Renault, Volkswagen, Mitsubishi e Hyndai, totalizando aproximadamente 600 veículos alternativos elétricos e célula de hidrogênio.
De forma cabal não existe qualquer possibilidade de desabastecimento para fabricação destes dispositivos, além da oportunidade mercantil favorável ao Brasil na utilização destes materiais.
Por isso o projeto tem o objetivo de contribuir na discussão da substituição, como alternativa, da energia elétrica ao adotar fontes renováveis, sustentáveis e descentralizadas, de forma a reduzir emissões de poluentes gerados a partir destas edificações, bem como reduzir a atual dependência das cidades brasileiras, de fontes de energia externa.
 

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