Prefeitura vai reabrir Restaurantes Populares de Bangu e Campo Grande

Três Restaurantes Populares administrados pelo Governo do Estado, que estavam fechados desde o ano passado, serão reabertos pela Prefeitura do Rio. O primeiro convênio de cessão dos restaurantes de Campo Grande, Bangu e Bonsucesso foi assinado na quinta-feira (23/03). Na nova gestão, os preços serão mantidos: R$ 0,50 pelo café da manhã e R$ 2 pelo almoço.
O prefeito Marcelo Crivella comentou a possibilidade de voltar a oferecer este serviço aos cariocas:

– Retomar o Restaurante Popular é muito mais do que dar alimento a quem precisa. É resgatar a dignidade de cidadãos que, em silêncio, pedem ajuda. Não ter acesso ao que de mais básico necessitamos para viver beira o desumano. Por isso, mesmo neste momento de crise, não estamos medindo esforços para trazer de volta esse projeto tão importante e reafirmar que nosso compromisso é trabalhar para os que esperam do poder público. Vamos cuidar das pessoas.

Os prédios passarão por obras de reforma e restauração para que estejam prontos a voltar a produzir alimentos e em condições sanitárias e de higiene para receber os clientes. A expectativa é de que sejam servidas 176 mil refeições por mês nos três endereços, entre café da manhã e almoço. A data de reabertura ainda não está definida, pois depende dos trâmites do convênio e das reformas necessárias.

A secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, Clarissa Garotinho, entusiasta do Programa de Segurança Alimentar e que esteve à frente das negociações para municipalização dos Restaurantes Populares, comemorou a assinatura do convênio:

– Estou muito feliz por conseguir reabrir estes restaurantes. Este é um programa de enorme alcance social, que proporciona alimentação saudável a preço possível de ser pago pela população que mais precisa de apoio e suporte do poder público. Em tempos de crise econômica e alto índice de desemprego, é urgente e mais do que necessário trazer de volta este programa para a população mais carente da nossa cidade.

A escolha dos endereços a serem reabertos levou em consideração a demanda local, a melhor disponibilidade dos refeitórios e a pouca necessidade de reformas. Os restaurantes da Central do Brasil e de Madureira, por exemplo, deixaram de ser prioritários por conta da necessidade de obras estruturais complexas.

A prefeitura mantém interesse em assumir a gestão de mais alguns entre os outros cinco Restaurantes Populares na capital, também fechados ano passado, e aguarda disponibilidade financeira no orçamento para voltar a negociar com o Governo do Estado.

 

 

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