Estudante transgênero recebeu o seu primeiro documento institucional em Sepetiba

 

Após dois meses de curso de Produção Audiovisual, a declaração de conclusão apresenta o nome: Glauco Vital. Para os mais de dois mil alunos formados pelo programa Casa Futuro Agora, ter o nome escrito no documento é algo comum, mas, para o fotógrafo de 46 anos, é a comprovação de uma grande vitória: Glauco é transgênero e a declaração do curso foi o primeiro documento institucional com o seu nome social.
Com as logomarcas do RioSolidario, Ministério Público do Trabalho/RJ e Cedae, responsáveis pelo projeto, e da Cidadela, que oferece a capacitação, o certificado foi entregue no fim do mês de junho. A demora na entrega do documento foi porque o aluno se recusou a buscar a declaração, pois acreditou que estaria com o nome feminino, que consta em todos seus documentos. Glauco começou a usar nome social meses antes de ingressar no curso em 2016.
A iniciativa foi do RioSolidario e da Cidadela, após sugestão da própria equipe que trabalha na unidade de Sepetiba, onde Glauco fez o curso.
Acompanhado da esposa, o fotógrafo ficou muito emocionado ao receber o certificado. Em processo para adotar oficialmente o nome social, o certificado é o seu primeiro documento oficial.
– É o primeiro documento com o meu nome. Não consigo descrever o quanto é importante para mim. Esperei muito por este momento. Me sinto reconhecido perante a sociedade – disse Glauco.
O fotógrafo destacou que com o certificado poderá comprovar que tem capacitação profissional na área de Audiovisual.
– Agora poderei comprovar que fiz o curso, pois tenho um documento com meu nome. Vai ajudar nas minhas conquistas profissionais – afirmou o fotógrafo.

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