Reitora e vice reitora da Uezo (dir.) fazem manifesto conjunto

A reitora e vice-reitora da UEZO – professoras Maria Cristina de Assis e Luanda Silva de Moraes, juntamente com o reitor e a vice-reitora da UERJ – Ruy Garcia e Maria Georgina Muniz Washington, o reitor da UENF – Luís Passoni e os chefes de gabinete da UERJ – Roberto Dória e da UENF – Raul Palácio, estiveram reunidos na tarde do dia 28 de junho de 2017 para dialogar e redigir um manifesto que expõe as condições desumanas que os servidores destas instituições se encontram, em virtude da falta de salários e da deterioração progressiva nas condições de funcionamento.

No manifesto, clamam à sociedade para o envolvimento em defesa das universidades, patrimônios públicos do estado, e exigem uma ação rápida do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Veja o manifesto na íntegra:
Os Reitores e Vice-reitores das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro –
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Estadual do Norte
Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e Centro Universitário da Zona Oeste (UEZO) – vêm a
público denunciar a deterioração progressiva das condições mínimas de funcionamento
das três instituições. Desde julho de 2015, as dívidas com fornecedores e terceirizados
vêm aumentando, haja vista a falta de pagamento por parte do Governo do Estado. Essa
alta inadimplência afeta frontalmente a capacidade de as universidades exercerem suas
funções de ensino, pesquisa e extensão, devido, p. ex. à falta de insumos para as aulas
práticas, seguro para os estudantes realizarem estágios curriculares, materiais de
consumo e, inclusive, materiais simples de escritório. Também os serviços terceirizados,
como limpeza, vigilância, coleta de lixo, restaurante universitário, entre muitos outros,
estão seriamente ameaçados e, em alguns casos, completamente ausentes,
contribuindo para a precariedade a que vimos sendo expostos. A falta de pagamento
dos projetos de pesquisa outorgados pela FAPERJ agrava a situação, afetando
diretamente a quase totalidade das pesquisas desenvolvidas nas universidades.
É ainda mais grave o atraso nos pagamentos dos salários e bolsas, que já se
cronificou e atingiu um patamar insuportável para a maioria de nós. Na data de hoje, 28
de junho, ainda não foi pago integralmente o salário de abril, o de maio, o décimo
terceiro de 2016 e, dentro de mais alguns dias, também o salário de junho será devido.
Esses atrasos trazem graves consequências aos servidores, que se veem endividados,
muitos sem condições de prover as suas necessidades fundamentais, gerando altos
níveis de estresse, entre outros problemas de saúde, agravados em muitos casos pela
falta de recursos para a compra de medicamentos. O mesmo ocorre em relação às
bolsas, aí incluídas as dos alunos cotistas. Mais que tudo isso, a constatação aviltante e
reiterada de que alguns setores do funcionalismo estão recebendo em dia seus salários,
sem parcelamentos ou atrasos, sugerindo que as universidades são as vítimas
preferenciais desta crise, que afeta seletivamente mais alguns setores do serviço público
do que outros. Nesse cenário, repudiamos, com veemência, a situação perversa e
inadmissível como o Governo vem nos tratando e a nossas instituições estaduais.
Defendemos que é urgente a resolução dos problemas aqui expostos!
Faz-se necessária a implementação da nossa autonomia de execução financeira,
por meio do repasse dos recursos em duodécimos!
UERJ, UENF e UEZO são patrimônios públicos que precisam da mobilização de
toda a sociedade para a sua manutenção.
É preciso uma ação rápida do Governo. O tempo está se esgotando!
Ruy Garcia Marques – Reitor da UERJ
Maria Georgina Muniz Washington – Vice-reitora da UERJ
Luis Passoni – Reitor da UENF
Teresa Peixoto – Vice-reitora da UENF
Maria Cristina de Assis – Reitora da UEZO
Luanda Silva de Moraes – Vice-reitora da UEZO

Comentários

comentários