Começa a tomar forma o novo autódromo de Deodoro

O Chefe executivo da Fórmula 1, o americano Chase Carey deixou São Paulo após acompanhar o GP do Brasil nesse domingo e veio ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira (12) para se reunir com o prefeito Marcello Crivella, o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, e o governador eleito, Wilson Witzel. No encontro, o executivo do grupo americano Liberty Media, que controla a categoria desde 2016, conheceu mais detalhes sobre o projeto para construção de um novo autódromo na cidade, no bairro de Deodoro, na Zona Norte.

Vale lembrar que a Fórmula 1 tem contrato com Interlagos até a temporada de 2020. Já a Cidade Maravilhosa não recebe a categoria desde a temporada de 1989.
Na última semana, foi publicado no Diário Oficial da cidade o resultado de uma consulta pública sobre a construção do autódromo, e foi marcada para o dia 23 de novembro uma última audiência pública antes que o edital para as obras seja finalmente lançado. Segundo o que foi apresentado no projeto, o dinheiro gasto nas obras será captado por intermédio de investimentos privados.

Projeto com a assinatura de Tilke
Com assinatura do arquiteto alemão Hermann Tilke, responsável por diversos circuitos do atual calendário da F1, o traçado terá 5,3 quilômetros de extensão e atenderá aos mais rigorosos padrões de segurança das federações internacionais de automobilismo e motociclismo. Atualmente, por exemplo, só os autódromos de Austin (Estados Unidos), Barcelona (Espanha), Spielberg (Áustria) e Silverstone (Inglaterra) compõem os calendários tanto da F1 como da MotoGP.
A intenção dos responsáveis pelo projeto é que o novo autódromo carioca esteja apto a receber as principais categorias de esporte a motor do mundo. A Dorna Sports, responsável por organizar e promover o Mundial de Motovelocidade, assinou protocolo de intenções para que o Rio receba uma etapa do campeonato a partir de 2021.

Terreno cedido pelo Exército está limpo
Uma das questões envolvendo a cessão do terreno para a construção de um autódromo em Deodoro era a presença de artefatos bélicos não-detonados. No entanto, depois de longo estudo, o local foi descontaminado e está apto a receber qualquer intervenção.
O orçamento inicial do novo autódromo do Rio é de R$ 850 milhões. A previsão é de que os setores de arquibancada (inclusive naturais) sejam capazes de receber até 80 mil pessoas.

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